A Oracle planeja arrecadar até US$ 50 bilhões em 2026 para expandir sua infraestrutura de nuvem. Descubra como isso impactará grandes clientes como AMD e Meta!
A Oracle anunciou que pretende arrecadar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões em 2026 para expandir sua infraestrutura de serviços em nuvem. A informação foi divulgada pela empresa de software no último domingo (1º). Sob a liderança do bilionário Larry Ellison, a Oracle busca atingir suas metas de financiamento através de uma combinação de dívida e capital.
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Em comunicado, a Oracle destacou que os recursos serão utilizados para aumentar a capacidade e atender à demanda de grandes clientes da Oracle Cloud Infrastructure, como AMD, Meta, Nvidia, OpenAI, TikTok, xAI, entre outros.
A empresa planeja levantar cerca de metade do montante por meio de emissões de ações ordinárias e vinculadas a ações, incluindo títulos preferenciais conversíveis obrigatórios e um novo programa de ações no mercado, que pode chegar a US$ 20 bilhões.
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A outra metade do financiamento será obtida através da emissão de títulos sêniores não garantidos no início de 2026.
Nos últimos dias, investidores têm analisado de perto a construção da infraestrutura de inteligência artificial da Oracle, especialmente com o aumento da dívida da empresa e sua crescente associação com a OpenAI, que ainda não é lucrativa e não revelou como financiará seus planos de infraestrutura.
Em janeiro, a Oracle enfrentou um processo de detentores de títulos que alegaram ter sofrido perdas devido à falta de transparência da empresa sobre a necessidade de vender dívidas adicionais significativas para a construção de sua infraestrutura de IA.
O custo do seguro da dívida da Oracle contra inadimplência atingiu, em dezembro do ano passado, o nível mais alto em pelo menos cinco anos.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.