Operação Wi-Fi Livre: Polícia Civil investiga Prefeitura de São Paulo e ICB por fraudes milionárias

A Operação Wi-Fi Livre investiga possíveis fraudes de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB, revelando irregularidades chocantes

01/06/2026 10:36

3 min

Operação Wi-Fi Livre: Polícia Civil investiga Prefeitura de São Paulo e ICB por fraudes milionárias
(Imagem de reprodução da internet).

Operação Wi-Fi Livre Investiga Relação entre Prefeitura de São Paulo e ICB

A Polícia Civil deu início, nesta segunda-feira (1º), à Operação Wi-Fi Livre, com o objetivo de investigar uma possível conexão entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), liderado por Karina Ferreira da Gama, que é proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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A investigação está centrada em fraudes que somam R$ 108 milhões.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital está analisando possíveis irregularidades na implementação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades da cidade. As investigações revelaram um “possível cenário de grave comprometimento desde a origem da contratação da organização parceira”.

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O cronograma inicial previa a entrega de 5.000 pontos de conectividade até junho de 2025, mas apenas 3.200 foram instalados até o momento.

Irregularidades e Pagamentos Antecipados

Para encobrir a demora e justificar os atrasos, foram firmados três termos aditivos em curtos intervalos. Além disso, a administração municipal antecipou pagamentos que totalizaram R$ 26.000.000,00, sem a devida contraprestação. Isso inclui repasses superiores a R$ 11.000.000,00 nos meses de julho e agosto de 2024, referentes a 3.200 pontos, sendo que apenas seis estavam operacionais nesse período.

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De acordo com a nota acessada pela CNN, as investigações indicam que o ICB não possui experiência ou histórico relevante, limitando suas atividades a feiras de livros e eventos literários ou religiosos. A prefeitura, por sua vez, afirmou que está colaborando com as investigações e já forneceu as informações solicitadas.

A administração também esclareceu que o material requisitado nesta segunda-feira já havia sido enviado às autoridades competentes.

Nota da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo reiterou que não houve pagamento para a instalação de 5.000 pontos e que o aditivo em questão se refere apenas à manutenção dos 3.200 pontos já instalados nas comunidades periféricas. Segundo a administração, dos 3.200 pontos contratados, apenas 52 estavam fora do ar para manutenção na manhã desta segunda-feira.

A prefeitura destacou que toda a prestação de contas, incluindo documentos, notas fiscais e contratos, está disponível no sistema SEI, que é de acesso público. O processo também foi monitorado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). A administração repudiou veementemente qualquer insinuação de desvios de recursos públicos, afirmando que o contrato com o Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios de legalidade, transparência e economicidade.

Vale ressaltar que o chamamento público para a parceria foi aberto por 30 dias em 2024, antes da produção do filme mencionado, e cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado da parceria com o instituto é de R$ 1.280,80 por ponto/mês, um valor significativamente inferior às propostas recebidas em 2022, que variavam de R$ 2.026,26 a R$ 5.092,14 por ponto/mês.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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