Operação Policial no Rio Fatal: Mortes, Prisões e Apreensão de Drogas
Operação do CV no Rio causa mortes e prisões; 51 mandados cumpridos. Polícias Civil e Militar atuam contra o Comando Vermelho. 17 prisões e apreensão de drogas
Uma operação policial, deflagrada em 28 de outubro deste ano, resultou em diversas prisões e apreensões. Segundo um relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a faixa etária predominante entre os mortos foi de 28 anos. O relatório detalha que 38 indivíduos, com idades entre 27 e 31 anos, e 27 outros, entre 32 e 39 anos, também faleceram durante a ação.
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Dois casos não tiveram a idade divulgada, e dois dos identificados pelas autoridades não foram incluídos no relatório final. A lista completa com os nomes e idades está disponível em formato PDF (8 MB). A operação foi conduzida em conjunto pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, com foco em integrantes do Comando Vermelho (CV).
Em 3 de novembro, seis dias após a ofensiva, o governo fluminense solicitou um relatório ao Supremo Tribunal Federal para justificar a legalidade da operação. O documento, também em formato PDF (3 MB), foi assinado pelo delegado José Pedro Costa da Silva, que enfatizou que a ação seguiu os parâmetros constitucionais e jurisprudenciais, com supervisão do Ministério Público e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), respeitando os direitos humanos.
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O objetivo da operação era cumprir 51 mandados de prisão, 145 de busca e apreensão, além de outras ordens judiciais expedidas pelos tribunais do Rio de Janeiro e do Pará. No entanto, na prática, apenas 17 prisões foram realizadas por ordem judicial.
As demais 82 foram realizadas em flagrante.
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Durante a operação, foram apreendidas 122 armas de fogo, 5.600 munições, 12 artefatos explosivos, 15 veículos, 22 kg de cocaína e 2 toneladas de maconha. Nenhum dos mortos constava na lista da decisão judicial que autorizou a entrada nas comunidades.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.












