Desarticulação de Organização Criminosa Produzidora de Armas Impressas em 3D
A Polícia Civil do Estado realizou na quinta-feira, 12 de março de 2026, a prisão de quatro homens suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa especializada na produção e venda de armas fabricadas através de impressoras 3D. A operação, coordenada com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultou na identificação do líder do grupo, localizado em Rio das Pedras, São Paulo.
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Foram cumpridos cinco mandados de prisão e 36 mandados de busca e apreensão em 11 estados brasileiros. O sucesso da operação contou com o apoio crucial do Ciberlab, do Ministério da Justiça, da Agência Brasileira de Inteligência e de policiais civis de diversas unidades federativas.
A investigação foi impulsionada por um alerta de um órgão internacional sobre publicações em redes sociais que divulgavam a oferta de armas produzidas por meio de impressoras 3D.
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Detalhes da Operação
A organização criminosa produzia armas semiautomáticas e carregadores utilizando a tecnologia de impressão 3D. Além disso, distribuía projetos de “armas fantasmas”, que não possuíam registro ou rastreabilidade, o que representava um grave risco à segurança pública.
O líder do grupo elaborou um manual com mais de 100 páginas, contendo instruções detalhadas para a fabricação dos armamentos.
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Identificação de Compradores e Acusações
Durante a apuração, foram identificados 79 compradores entre 2021 e 2022, espalhados por 11 estados brasileiros. Alguns dos indivíduos envolvidos tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas e outros delitos. Os suspeitos poderão ser acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo, conforme informado pelo Ministério Público.
Investigações e Envolvimento de Órgãos
As investigações foram conduzidas pela 32ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro (Taquara) e pelo CyberGaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro. O CyberGaeco desempenhou um papel fundamental ao receber o alerta do Ciberlab sobre as publicações nas redes sociais que promoviam a venda de armas impressas em 3D.
