Operação Fluxo Oculto: Fintechs do PCC e a luta contra a lavagem de dinheiro expostas!
Operação Fluxo Oculto revela novas fintechs ligadas ao PCC e expõe esquema de lavagem de dinheiro. Descubra os detalhes dessa investigação impactante!
Operação Fluxo Oculto Revela Fintechs Ligadas ao PCC
A Operação Fluxo Oculto, realizada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) em parceria com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Receita Federal, identificou seis novas fintechs que atuavam como suporte financeiro para o PCC.
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Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, destacou que a propagação de fake news sobre o Pix teve um papel crucial na tentativa de evitar o fechamento de brechas regulatórias que favoreciam organizações criminosas.
Em uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (28), Barreirinhas comentou que, ao tentar fechar o vácuo regulatório que permitia que as fintechs operassem sem as mesmas obrigações de transparência exigidas dos bancos tradicionais, a Receita Federal enfrentou uma intensa campanha de desinformação. “Fomos vítimas da maior onda de fake news da história da Receita.
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Mentiras afirmando que a Receita iria monitorar ou tributar o Pix, que frequentemente tentam ressurgir. Identificamos que as organizações criminosas eram as interessadas nisso, utilizando essas fintechs para lavagem de dinheiro”, afirmou.
Desvendando a Arquitetura Financeira do Crime
Conforme Barreirinhas, a operação expôs uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro que incluía as chamadas “contas-bolsões” e cadeias de fundos de investimento, que eram usados para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos. As seis fintechs foram identificadas entre 2022 e 2025, e uma delas teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em espécie.
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Essa prática, segundo ele, não deveria ser viável para essas instituições.
Durante a operação, também foi encontrado mais de R$ 1 milhão em espécie depositado em uma das fintechs sob investigação. Barreirinhas enfatizou que a Operação Fluxo Oculto é considerada “a maior operação contra organizações criminosas”, não apenas pelos valores envolvidos ou pelo número de alvos, mas pela abordagem “inovadora e cooperativa” do Estado ao atacar o pilar financeiro do crime organizado.
Avanços Regulatórios Decorrentes das Investigações
Barreirinhas ressaltou que, a partir das investigações, o Estado fez progressos em várias frentes regulatórias. Ele destacou a regulação dos fundos de investimento, que agora devem fornecer informações sobre os beneficiários finais à Receita Federal, além do alinhamento das declarações de criptoativos aos padrões internacionais da OCDE, permitindo a troca de informações com autoridades fiscais de outros países.