Operação Compliance Zero: PF desvenda grupo “Os Meninos” ligado a Daniel Vorcaro e prisões
A nova fase da operação Compliance Zero da PF revela “Os Meninos”, grupo tecnológico ligado a Daniel Vorcaro, com ações cibernéticas e prisões impactantes.
Nova fase da operação Compliance Zero da PF
A recente decisão que deu início a uma nova etapa da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), revela um novo braço operacional ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro: o grupo denominado “Os Meninos”. De acordo com a PF, essa organização possui um perfil altamente tecnológico e estaria envolvida em atividades como ataques cibernéticos, invasões telemáticas, desativação de perfis e monitoramento ilegal de comunicações.
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O grupo era gerenciado por Felipe Mourão e tinha como líder David Henrique Alves, que foi preso cautelarmente pela PF na última quinta-feira, dia 14. A investigação indica que Sicário, um dos envolvidos, pagava a David um valor mensal aproximado de R$ 35 mil, com a possibilidade de que esses recursos fossem provenientes da empresa BIPE SOFTWARE BRASIL LTDA.
Identificação e prisão de envolvidos
Na noite de 4 de março de 2026, durante a terceira fase da operação, David foi flagrado dirigindo o veículo de Sicário, transportando computadores, notebooks, caixas e malas, o que foi interpretado como uma tentativa de fuga e possível destruição de provas.
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Na mesma ocasião, Sicário e Vorcaro foram presos preventivamente pela PF.
Para a Polícia Federal, esse episódio evidencia que a atuação de David não se limitava a um papel secundário, mas era central e diretiva dentro do núcleo conhecido como “Os Meninos”. Segundo a corporação, David era responsável por recrutar operadores com habilidades de hacker, que eram pagos para realizar monitoramentos ilegais, ataques digitais e desativação de perfis.
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A investigação aponta que, sob a liderança de Vorcaro e a gestão de Sicário, o grupo conseguiu derrubar perfis de redes sociais de pessoas que criticavam Vorcaro.
O relatório da PF, que faz parte da decisão do ministro André Mendonça, destaca a gravidade da posição de David, indicando que sua atuação não se restringia à proteção do grupo, mas também envolvia ações ofensivas e retaliatórias no ambiente digital.