Opep+ eleva cotas de petróleo, mas conflito no Oriente Médio limita impacto real

A Opep+ aumenta cotas de petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, mas impacto é questionável. Descubra os detalhes dessa decisão crucial!

05/04/2026 13:03

2 min

Opep+ eleva cotas de petróleo, mas conflito no Oriente Médio limita impacto real
(Imagem de reprodução da internet).

Opep+ Aumenta Cotas de Produção de Petróleo em Meio a Conflito no Oriente Médio

A Opep+ decidiu, neste domingo (5), elevar suas cotas de produção de petróleo em 206 mil barris por dia para o mês de maio. No entanto, esse aumento é considerado modesto e pode não ter efeito prático, uma vez que os principais membros do grupo enfrentam dificuldades para incrementar a produção devido à guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.

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Desde o final de fevereiro, o conflito tem fechado efetivamente o Estreito de Ormuz, a rota de petróleo mais crucial do mundo, impactando as exportações de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque, que eram os únicos do grupo a conseguir aumentar a produção antes do início das hostilidades.

Os preços do petróleo atingiram uma máxima de quatro anos, aproximando-se de US$ 120 por barril. Esse aumento resultou em elevações nos preços dos combustíveis para transporte, gerando pressão sobre consumidores e empresas globalmente, além de provocar ações governamentais voltadas à conservação dos suprimentos.

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O incremento na cota da Opep+ de 206 mil barris por dia representa menos de 2% do volume interrompido pelo fechamento do Estreito de Ormuz, mas indica uma disposição para aumentar a produção assim que a hidrovia for reaberta, conforme afirmaram fontes da Opep+.

A consultoria Energy Aspects classificou o aumento como “acadêmico” enquanto as interrupções no estreito persistirem. Jorge Leon, ex-funcionário da Opep e atual chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, comentou: “Na realidade, isso acrescenta pouquíssimos barris ao mercado.

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Quando o Estreito de Ormuz estiver fechado, os barris adicionais da Opep+ se tornarão praticamente irrelevantes.”

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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