A OpenAI inicia testes de anúncios no ChatGPT, visando aumentar receita e introduzindo o plano “Go”. Descubra como isso impactará sua experiência!
A OpenAI revelou na sexta-feira (16) que começará a testar anúncios de produtos na versão gratuita do ChatGPT para usuários adultos nos Estados Unidos que estiverem logados. A empresa também introduziu um novo plano de assinatura chamado “Go”, que custa US$ 8 mensais e oferece recursos aprimorados, como maior capacidade de armazenamento e mais opções de criação de imagens.
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Os assinantes do plano “Go” também verão anúncios, enquanto aqueles que optarem pelos planos “Plus” (US$ 20/mês) e “Pro” (US$ 200/mês), assim como os clientes corporativos, não serão expostos a publicidade. O CEO da OpenAI, Sam Altman, já havia manifestado preocupações sobre a inclusão de anúncios no ChatGPT, mas a mudança ocorre em um contexto em que a empresa busca aumentar sua receita, que atualmente conta com 800 milhões de usuários mensais.
A OpenAI se comprometeu a investir US$ 1,4 trilhão em infraestrutura de IA nos próximos oito anos e espera alcançar uma receita anual de cerca de US$ 20 bilhões até o final de 2025. No ano passado, a empresa lançou a funcionalidade “Instant Checkout”, permitindo que usuários comprem itens de varejistas como Walmart e Etsy diretamente pelo ChatGPT.
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Além disso, a OpenAI introduziu ferramentas voltadas para saúde e aprendizado, buscando tornar o ChatGPT uma parte essencial do cotidiano dos usuários. A publicidade pode se tornar uma estratégia lucrativa, pois as informações das interações dos usuários podem gerar anúncios altamente segmentados, como sugestões de hotéis ou entretenimento durante o planejamento de viagens.
Os anúncios aparecerão na parte inferior das respostas do ChatGPT e serão identificados como “patrocinados”. A OpenAI garantiu que esses anúncios não influenciarão as respostas do chatbot, enfatizando que os usuários devem confiar na objetividade das informações fornecidas.
A empresa também assegurou que não venderá dados de usuários ou conversas para anunciantes e que os usuários poderão desativar a personalização de anúncios. Anúncios não serão exibidos em conversas sobre “tópicos regulamentados”, como saúde ou política.
Altman expressou sua aversão a anúncios, considerando a ideia de combiná-los com IA como “singularmente perturbadora”, embora tenha admitido que a OpenAI poderia considerar essa possibilidade no futuro. A inserção de anúncios em interações de chatbots pode ser polêmica, dada a natureza pessoal dessas conversas.
A OpenAI também se comprometeu a não exibir anúncios para usuários identificados como menores de 18 anos, utilizando IA para estimar a idade com base nas interações. É provável que a publicidade se torne uma parte cada vez mais presente nas experiências de IA em diversas plataformas, como demonstrado pela Meta, que começou a usar informações de interações com seu chatbot para direcionar anúncios personalizados.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.