ONU e COI clamam por trégua global antes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Descubra como o esporte pode unir nações em tempos de conflito!
Com a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno se aproximando, a ONU e o Comitê Olímpico Internacional (COI) solicitaram uma trégua em conflitos armados ao redor do mundo. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, deu início à 145ª sessão do COI no Teatro alla Scala, em Milão, destacando o papel do esporte como um meio de diálogo e união entre as nações.
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“O esporte é um encontro de paz. Ele testemunha a fraternidade na justiça das competições com os outros. É o oposto de um mundo em que prevalecem as barreiras e a incomunicabilidade”, declarou Mattarella.
A Trégua de Milão-Cortina teve início na sexta-feira (30) e se estenderá durante os Jogos de Inverno, de 6 a 22 de fevereiro, e as Paralimpíadas, de 6 a 15 de março, incluindo uma semana antes e depois de cada evento. Até o momento, nenhum país em conflito anunciou a intenção de respeitar essa pausa.
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“Em todo o mundo, conflitos e divisões continuam a causar sofrimento incalculável. Em um cenário como esse, o esporte — e os Jogos Olímpicos em particular — podem oferecer um espaço raro em que as pessoas se encontram não como adversárias, mas como seres humanos”, afirmou a presidente do COI, Kirsty Coventry.
A Trégua Olímpica tem suas raízes na Grécia Antiga, quando cidades-estado suspendiam guerras para garantir a segurança de atletas e espectadores. Essa prática foi reintroduzida nos anos 1990, durante a Guerra da Bósnia.
O Papa também se manifestou em apoio à trégua durante a oração do Angelus, neste domingo (1º). Ele ressaltou que os Jogos de Inverno transmitem uma mensagem concreta de fraternidade e renovam a esperança por um mundo mais pacífico, convocando líderes e autoridades a tomarem medidas efetivas para reduzir conflitos e promover o diálogo.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.