Na segunda-feira, 17 de novembro de 2025, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que endossa o plano de paz proposto pelo presidente do Partido Republicano para a Faixa de Gaza. A medida representa um marco significativo no cenário político da região.
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A resolução também autorizou o envio de uma missão de estabilização ao território palestino, buscando promover a segurança e a recuperação da área.
Conselho de Paz e Reconstrução
O texto da resolução prevê a possibilidade de os Estados-membros participarem do Conselho de Paz, que seria presidido por Donald Trump. O objetivo do conselho seria atuar como uma autoridade de transição, supervisionando a reconstrução e a recuperação econômica de Gaza.
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A votação foi de 13 votos a favor e nenhuma abstenção.
Comentários e Reações
Em seu discurso, o embaixador dos EUA na ONU, enfatizou que a resolução “traça um possível caminho para a autodeterminação palestina, onde os foguetes darão lugar a ramos de oliveira e haverá uma chance de se chegar a um acordo sobre um horizonte político”.
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O embaixador Waltz também destacou que a resolução “desmantela o domínio do Hamas, garante que Gaza se erga livre da sombra do terror, próspera e segura”.
Reações Adicionais
Donald Trump comemorou a votação como “um momento de verdadeira proporção histórica” em sua plataforma Truth Social, anunciando que “os membros do Conselho e muitos outros anúncios empolgantes serão feitos nas próximas semanas”. A equipe de Trump também elogiou a resolução e expressou a disposição de participar da sua implementação.
Controvérsias e Oposição
A resolução gerou controvérsia, especialmente entre Israel, que se opõe à possibilidade de um Estado palestino. O primeiro-ministro do Likud, pressionado por membros do governo, reiterou a oposição de Israel a um Estado palestino e prometeu desmilitarizar Gaza “do jeito fácil ou do jeito difícil”.
Posição do Hamas
O Hamas criticou veementemente a aprovação da resolução, argumentando que ela não atende às demandas palestinianas e busca impor uma tutela internacional sobre o território. Segundo o grupo extremista, a atribuição de tarefas à força internacional “retira sua neutralidade e a transforma em parte do conflito a favor da ocupação”.
Acordos Preliminares
É importante ressaltar que, em outubro, Israel e o Hamas concordaram com a primeira fase do plano de 20 pontos de Trump para Gaza, um acordo que já dura 2 anos, e um acordo para a libertação de reféns.
