ONU expressa grave preocupação com mortes de civis em Gaza após intensos bombardeios israelenses. Entenda as implicações e a situação humanitária na região.
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou, nesta segunda-feira (2), sua preocupação com os relatos de mortes de civis na Faixa de Gaza, em decorrência dos ataques aéreos israelenses realizados no último fim de semana. O porta-voz Stephane Dujarric destacou que a ONU está “muito preocupada com a morte de civis e os ataques aéreos israelenses”, reiterando a condenação a todas as perdas de vidas civis.
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No sábado (31), Israel executou uma série de bombardeios em Gaza, considerados os mais intensos desde o cessar-fogo de outubro, resultando na morte de mais de 30 pessoas, incluindo três meninas de uma mesma família, conforme informações de autoridades de saúde palestinas.
O exército israelense justificou a ação como uma resposta a uma violação do cessar-fogo ocorrida no dia anterior, quando tropas identificaram oito homens armados saindo de um túnel em Rafah, região do sul de Gaza sob controle israelense.
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Os ataques visaram comandantes, depósitos de armas e locais de produção do grupo militante palestino Hamas e de seu aliado, a Jihad Islâmica, segundo os militares. O Hamas, que controla uma parte significativa de Gaza, onde a maioria de seus mais de 2 milhões de habitantes vive em condições precárias, alegou que Israel violou o cessar-fogo.
O grupo não confirmou se algum de seus membros foi atingido durante os bombardeios de sábado.
Dujarric também informou que a reabertura da passagem de Rafah permitiu que alguns pacientes e acompanhantes deixassem Gaza em direção ao Egito, enquanto outros utilizaram a passagem de Kerem Shalom, controlada por Israel. Ele enfatizou a necessidade de que as agências humanitárias possam operar livremente, alertando que restrições aos grupos de ajuda comprometeriam severamente os esforços de socorro.
A ONU solicitou que os civis tenham a possibilidade de entrar e sair de Gaza com segurança e que o fluxo de carga humanitária e comercial aumente pela passagem de Rafah. Esta passagem, localizada em uma cidade que anteriormente abrigava cerca de 250 mil habitantes e que foi completamente demolida e despovoada por Israel, é a única rota de entrada e saída para a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza.
Sua reabertura é uma das etapas significativas exigidas na fase inicial do cessar-fogo mediado pelos EUA, alcançado em outubro.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.