Onda de calor extrema na Europa: Reino Unido quebra recordes de temperatura em maio
A Europa enfrenta uma onda de calor sem precedentes, com recordes de temperatura sendo quebrados. Descubra os impactos dessa crise climática no Reino Unido!
Temperaturas Extremas na Europa
Recordes de temperatura estão sendo quebrados em toda a Europa, onde diversas regiões enfrentam uma onda de calor com condições climáticas extremas. O continente está sob a influência de um sistema de alta pressão persistente, que atua como uma “tampa de panela”, aprisionando o ar quente e forçando-o para baixo.
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Esse fenômeno pode permanecer por dias ou até semanas, tornando-se mais frequente e intenso devido às mudanças climáticas.
Na segunda-feira (25), o Reino Unido registrou uma das temperaturas mais altas de sua história, alcançando 34,8 °C nos Jardins Botânicos Reais de Kew, em Londres, superando o recorde anterior em 2 °C. Normalmente, os recordes de calor no país são quebrados por pequenas margens.
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Além disso, o país vivenciou uma “noite tropical”, com temperaturas não caindo abaixo de 20 °C. Nesta terça-feira (26), o recorde foi novamente superado, atingindo 35 °C. A temperatura média máxima em Londres no final de maio é de cerca de 20 °C.
Com essa onda de calor, um incêndio florestal se alastrou próximo a Arthur’s Seat, uma colina em Edimburgo, na Escócia. Além disso, centenas de propriedades no sudeste da Inglaterra ficaram sem água devido ao aumento repentino na demanda pelo suprimento.
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Desafios do Clima no Reino Unido
Embora essas temperaturas possam não parecer extremas, elas são bastante desconfortáveis e até perigosas no Reino Unido, onde a maioria das residências não possui isolamento térmico adequado e apenas cerca de 5% têm ar-condicionado. Um relatório recente do Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido alertou que o país foi “construído para um clima que não existe mais”.
Stephen Dixon, porta-voz do Met Office, comentou que, embora o Reino Unido ocasionalmente experimente períodos de calor em maio, o que está ocorrendo agora é sem precedentes. Ele destacou que as mudanças climáticas aumentam a probabilidade de recordes de temperatura em maio, afirmando que eventos que antes ocorriam uma vez a cada 100 anos agora acontecem a cada 33 anos.
Calor Extremo e Consequências na Europa
O Reino Unido não é o único país afetado. Grande parte da Europa Ocidental está enfrentando temperaturas entre 10 e 15 graus Celsius acima do normal nesta semana. A França, por exemplo, está registrando um calor “sem precedentes” para esta época do ano, com a segunda-feira sendo o dia mais quente de maio desde o início dos registros.
As temperaturas extremas têm causado consequências trágicas, com a França registrando “sete mortes”, incluindo pelo menos cinco por afogamento e outras relacionadas ao calor extremo durante eventos esportivos. No domingo (24), um homem de 53 anos faleceu durante uma corrida em Paris, e uma mulher morreu em um evento esportivo em Lyon.
Embora ainda não se tenha confirmação de que as mortes estejam diretamente ligadas ao calor, a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, ressaltou a necessidade de vigilância ao praticar esportes em condições climáticas extremas.
Onda de Calor e Crise Climática
O calor intenso é um dos sinais mais evidentes da crise climática. Os gases que aquecem o planeta, resultantes da queima de combustíveis fósseis, envolvem a Terra como um cobertor, elevando sua temperatura. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão intensificando as ondas de calor extremas, e a Europa é o continente que está aquecendo mais rapidamente.
Peter Thorne, diretor do Centro de Pesquisa Climática ICARUS, da Universidade de Maynooth, na Irlanda, afirmou que ondas de calor como essa se tornaram mais prováveis e severas devido às mudanças climáticas. Ele também destacou que muitos dos recordes atuais, especialmente no Reino Unido e na França, são surpreendentemente altos.
Mais de 62 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao calor na Europa durante 2024, o ano mais quente já registrado. O fenômeno El Niño, que pode elevar as temperaturas globais, pode tornar 2026 e 2027 ainda mais quentes. Cientistas alertam para a possibilidade de ondas de calor ainda mais extremas nos próximos anos e décadas, prevendo que este ano será um dos mais quentes já registrados, embora também possa ser um dos anos mais frios.