A OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional, não doença. Entenda as diferenças e os riscos desse quadro sério que afeta milhões!
O burnout foi classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um fenômeno ocupacional, não como uma doença. Essa informação foi destacada pelo psiquiatra Rodrigo Bressan, da Universidade Federal de São Paulo, durante o programa CNN Sinais Vitais.
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Segundo os especialistas entrevistados, o burnout é listado na CID-11 como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças, e não como uma condição clínica em si.
Bressan esclareceu: “O burnout não é uma doença na classificação internacional das doenças. Ele é um fator de risco para você ter uma doença.” O fenômeno é caracterizado por três elementos principais: exaustão emocional relacionada ao trabalho, cinismo, que se manifesta como uma relação distante com as atividades profissionais, e a queda de produtividade, onde a pessoa não consegue mais perceber o valor do seu trabalho, mesmo com grande esforço.
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Em uma entrevista, o psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, enfatizou a importância de distinguir o burnout de outras condições, como o estresse e a depressão. O estresse é um estado de alerta natural que pode causar sintomas temporários, como insônia ou dificuldade de concentração.
Por outro lado, o burnout representa um nível de estresse muito mais intenso e prolongado, causando impactos significativos na vida profissional e pessoal.
Quanto à distinção entre burnout e depressão, o principal diferencial é que o burnout está diretamente relacionado ao ambiente de trabalho. Estanislau explicou: “Geralmente a depressão aparece em diversos contextos além do trabalho. No caso do burnout, é comum que a pessoa sinta alívio ao se afastar do trabalho.”
Os especialistas também alertaram sobre a banalização do termo burnout. Muitas pessoas utilizam a expressão para descrever um simples cansaço após dias intensos de trabalho, quando, na verdade, o fenômeno representa um quadro muito mais sério e persistente.
Entre 40% e 80% dos casos de burnout estão associados a outras condições, o que ajuda a explicar a confusão frequente entre esses estados.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.