A Organização Mundial da Saúde (OMS) está investigando uma série de ataques a instalações de saúde no Irã, ocorridos durante a recente ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel. A organização confirmou que pelo menos 13 hospitais e outras unidades de saúde sofreram danos, com relatos de quatro profissionais de saúde mortos e 25 feridos.
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O conflito já causou um balanço trágico de 1.230 mortos no Irã, mais de 100 no Líbano e 13 em Israel, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, 5 de março de 2026.
Impacto nos Serviços de Saúde
A diretora regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Hanan Balkhy, informou que quatro ambulâncias foram atingidas no Irã, agravando a situação dos serviços de emergência. Além dos danos diretos, hospitais e clínicas também sofreram danos menores devido a ataques nas proximidades, levando a ordens de evacuação no Líbano, onde unidades de saúde foram forçadas a fechar suas portas.
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As autoridades iranianas relataram que a situação é delicada, com muitos estabelecimentos de saúde sofrendo danos estruturais.
Reações e Denúncias
O embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, enviou uma carta ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, detalhando que 10 instalações de saúde foram alvo de ataques militares. A OMS já havia informado sobre a necessidade de evacuação de um hospital em Teerã, capital do Irã, após explosões nas proximidades, evidenciando a gravidade da situação.
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A escalada da tensão entre os países se deve a um contexto de crescente desconfiança e acusações mútuas.
Tensão e Ameaças
A ofensiva foi realizada após semanas de tensão entre os Estados Unidos e o Irã, com declarações controversas do então presidente Donald Trump. Em fevereiro de 2026, Trump mencionou um possível ataque contra o Irã e expressou preocupações sobre as consequências para os norte-americanos.
O presidente também criticou a falta de uma declaração inequívoca do Irã sobre não possuir armas nucleares, e a ameaça de mísseis que poderiam atingir a Europa e bases militares americanas. As negociações entre as partes não resultaram em acordo, com o Irã buscando o fim das sanções econômicas em troca de garantias sobre seu programa nuclear.
