2,5 milhões de casos de câncer em 2026 têm origem em infecções, diz OMS

O Brasil está entre os países com maior número de casos ligados a infecções, segundo o levantamento da OMS.

13/10/2026 23:55

4 min

Ilustração de célula cancerígena na corrente sanguínea
Ilustração de célula cancerígena na corrente sanguínea

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou nesta quinta-feira (6) um alerta sobre o risco de tumores associados a infecções. O levantamento indica que cerca de 2,5 milhões de casos da doença no mundo, em 2026, estão ligados a agentes infecciosos como bactérias, vírus e parasitas.

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O número representa uma fatia relevante dos diagnósticos globais. A estimativa aponta que, do total de casos de câncer registrados no período, aproximadamente 16% têm relação direta com infecções — e a maior parte dessas ocorrências poderia ser evitada com prevenção e vacinação.

O que o levantamento mostra

Os dados fazem parte de um estudo internacional que avaliou a incidência de tumores causados por agentes infecciosos. Segundo a pesquisa, os quatro principais agentes responsáveis são o HPV, a bactéria H. pylori, o vírus da hepatite B e o vírus da hepatite C.

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Juntos, eles respondem pela grande maioria dos casos relacionados a infecções. O estudo aponta que o HPV sozinho é o maior fator de risco entre os tipos de câncer ligados a vírus e bactérias. A pesquisa também traz um recorte por país. O Brasil aparece com destaque na lista de casos atribuídos a infecções, o que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce por aqui. ## Como os números foram levantados Os pesquisadores analisaram dados de registros de câncer e de mortalidade de diversos países.

O levantamento usa estimativas do GLOBOCAN 2022, base de dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo considerou 13 tipos de câncer associados a agentes infecciosos. Entre eles estão o câncer de colo de útero, estômago e fígado.

A análise levou em conta fatores como infecções por HPV, hepatites B e C, e a bactéria H. pylori. ## O que dizem os números Os pesquisadores estimaram que 2,6 milhões de casos de câncer em 2022 — o equivalente a 1 em cada 6 casos no mundo — foram causados por infecções.

Desses, 1,9 milhão resultaram em mortes. O estudo foi publicado no periódico The Lancet Global Health e analisou dados de 185 países. Os pesquisadores cruzaram informações de registros de câncer, estatísticas de mortalidade e estimativas de prevalência de infecções.

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Os números mostram que a carga é desigual: 53% das mortes por câncer relacionadas a infecções ocorreram em países de baixo e médio desenvolvimento humano, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). ## Principais agentes e tipos de câncer O papilomavírus humano (HPV) foi o principal responsável, com 690 mil casos em 2020 — o ano de referência do levantamento.

Em seguida aparecem a hepatite B (360 mil casos), a bactéria Helicobacter pylori (340 mil), o vírus da hepatite C (160 mil) e o vírus Epstein-Barr (130 mil). Entre os tipos de câncer ligados a infecções, o de colo de útero lidera, com 290 mil casos.

Depois vêm câncer de fígado (180 mil), estômago (110 mil) e linfoma não-Hodgkin (90 mil). Os dados são de um estudo publicado na revista The Lancet. ## Vacinação e prevenção Os pesquisadores lembram que parte dessas infecções pode ser evitada com vacinas. É o caso do HPV, que tem imunização disponível no SUS, e da hepatite B.

Outras podem ser tratadas com antecedência, como as causadas pela bactéria H. pylori. O estudo estima que 4,5 milhões de casos de câncer poderiam ser evitados com medidas de prevenção, vacinação e tratamento precoce. O número representa cerca de 4% de todos os casos da doença no mundo. ## Como o estudo foi feito A pesquisa analisou dados de 185 países e usou registros de 2019.

Os cientistas cruzaram informações sobre infecções com os tipos de câncer mais comuns para estimar o impacto dos patógenos. O trabalho foi publicado na revista The Lancet.

Os autores defendem que os números reforçam a importância de programas de vac

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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