A Importância do Ômega-3 para a Saúde
É amplamente reconhecida a relevância do ômega-3 para a saúde. Apesar desse conhecimento, muitos ainda consomem quantidades inferiores às recomendações internacionais. Uma revisão de 42 estudos, publicada em novembro na revista Nutrition Research Reviews, destacou que a maioria das pessoas não inclui alimentos ricos em ômega-3 em sua dieta.
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De acordo com o médico nutrólogo Rodrigo Costa Gonçalves, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, muitos não consomem peixe gorduroso com frequência. A estimativa é que três em cada quatro pessoas no mundo não atingem a média recomendada de 250 mg por dia.
Para alcançar essa quantidade, seria necessário consumir peixes como sardinha e atum de duas a três vezes por semana.
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Tipos de Ômega-3 e Seus Benefícios
O estudo analisou três tipos de ômega-3: EPA, DPA e DHA. Esses compostos estão associados a benefícios em diversas fases da vida e têm origem na dieta, principalmente em peixes marinhos gordurosos e algumas algas. Apesar das metas estabelecidas nos guias alimentares, apenas cerca de 25% da população consegue atingi-las.
A ingestão insuficiente de ômega-3 não apresenta sintomas imediatos, mas seus efeitos podem se manifestar ao longo do tempo. Segundo Gonçalves, essa deficiência pode impactar a saúde cardiovascular e ocular. Uma dieta adequada em EPA e DHA está ligada à redução de triglicerídeos e à diminuição do risco de infartos.
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Ômega-3 na Gestação e no Tratamento Oncológico
Durante a gestação, a atenção ao DHA é crucial, pois esse tipo de ômega-3 é fundamental para a formação do cérebro e da retina do bebê. Por isso, muitas diretrizes recomendam a adição de 100 a 200 mg diários de ômega-3 para gestantes.
No contexto oncológico, estudos sugerem que o consumo de ômega-3 pode ajudar a reduzir a perda de peso e de massa muscular durante o tratamento do câncer, embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar essa relação.
Dicas para Aumentar a Ingestão de Ômega-3
Para aumentar a ingestão de ômega-3, é recomendável incluir pelo menos duas porções de peixes como sardinha, cavala, salmão, atum fresco ou anchova na dieta semanal. A escassez de peixes gordurosos na alimentação pode estar ligada a hábitos culturais e dificuldades de acesso.
Embora os peixes sejam fontes diretas de EPA e DHA, alimentos vegetais como linhaça, chia, nozes, óleo de canola e folhas verdes oferecem ALA, um precursor do ômega-3. No organismo, o ALA é convertido em EPA e DHA, mas essa conversão é limitada, com menos de 10% do ALA se transformando em ácidos graxos.
Para aqueles que não consomem peixes, óleos de microalgas podem ser uma alternativa eficaz. Suplementos à base de algas ou óleo de peixe podem aumentar os níveis de ômega-3 no sangue, mas a concentração e qualidade variam entre os produtos. A melhor recomendação é priorizar o consumo de peixes na dieta, conforme sugere Rodrigo Gonçalves.
A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente, especialmente para veganos, vegetarianos, pessoas com colesterol elevado ou risco cardiovascular, além de gestantes e lactantes. A orientação de um profissional de saúde é essencial para essa decisão.
