O segredo sob o Everest: como o choque de placas há 88 milhões de anos ergueu o Himalaia

A colisão entre as placas ainda movimenta o Himalaia, acumula energia nas rochas e mantém frequentes os terremotos na região.

Monte Everest é resultado de uma movimentação que não para de acontecer nas rochas do planeta Terra

A Cordilheira do Himalaia, onde está localizado o, começou a se formar há mais de 88 milhões de anos, quando duas placas tectônicas entraram em choque. O movimento geológico está ligado à criação das maiores altitudes do planeta e também à frequência elevada de terremotos na região.

A colisão entre as placas não ficou restrita a um evento do passado. A formação rochosa do Himalaia continua em movimento, o que mantém ativo o processo responsável tanto pelo relevo montanhoso quanto pelos abalos sísmicos que atingem a região.

Movimento das rochas provoca tremores

O relevo do Himalaia não é estático. As rochas seguem submetidas ao deslocamento contínuo das placas tectônicas, em um processo que acumula energia ao longo do tempo.

Enquanto esse movimento ocorre, a energia permanece concentrada nas rochas. Quando é liberada de maneira repentina, provoca os terremotos registrados na região. A frequência dos tremores, portanto, está relacionada à própria dinâmica que mantém a formação do Himalaia em transformação.

Essa atividade explica por que os terremotos fazem parte da realidade geológica do local. A mesma colisão que contribuiu para erguer as maiores altitudes do planeta também cria condições para a ocorrência de novos abalos.

Relação com a Cordilheira dos Andes

O texto compara o processo do Himalaia com o que ocorre na América do Sul. Na região, a Placa de Nazca mergulha sob a Placa Sul – Americana, em um movimento que gerou a Cordilheira dos Andes.

Assim como no Himalaia, o deslocamento das placas nos Andes provoca o acúmulo de energia nas rochas. A liberação repentina dessa energia mantém a ocorrência de tremores frequentes em países vizinhos.

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A comparação mostra que as duas cordilheiras estão associadas a movimentos tectônicos contínuos. Embora estejam em regiões diferentes, o Himalaia e os Andes foram formados por processos de interação entre placas que seguem produzindo efeitos no relevo e na atividade sísmica.

Formação continua em transformação

No caso do Himalaia, o choque entre as placas tectônicas iniciado há mais de 88 milhões de anos ajuda a explicar a origem da cadeia montanhosa. O processo também esclarece por que a área permanece sujeita a terremotos.

A formação rochosa continua acumulando energia à medida que as placas se deslocam. Cada liberação repentina pode produzir novos abalos, mantendo a região sob influência permanente da atividade tectônica.

Na prática, a origem das montanhas e a ocorrência dos terremotos fazem parte do mesmo processo geológico. O movimento que formou a Cordilheira do Himalaia também continua alterando suas rochas e provocando tremores.