O governo federal apresentou ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) de 2026, prevendo um salário mínimo de R$ 1.631 no próximo ano. Essa estimativa corresponde a um aumento de 7,44% em relação ao piso vigente, que é de R$ 1.518, e pode gerar impactos importantes na vida dos trabalhadores e nas finanças públicas.
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Qual será a forma de realizar o reajuste?
O cálculo segue a regra de valorização definida em lei. Ele considera dois índices:
A inflação (IPCA) acumulada até novembro de 2024.
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O crescimento real do PIB de dois anos antes — neste caso, 2024, que registrou avanço de 3,4%.
O valor de R$ 1.631 encontra-se na proposta de Orçamento, porém, o número definitivo somente será confirmado em dezembro de 2025, após a divulgação oficial do IPCA.
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Quem será beneficiado
De acordo com o Dieese, o salário mínimo atua como referência para aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros. Isso inclui trabalhadores com carteira assinada, pessoas que recebem benefícios sociais e aposentados. Adicionalmente, o reajuste impacta automaticamente os valores do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do seguro-desemprego e do abono salarial.
Impacto financeiro e econômico
O aumento também pressiona as contas públicas. Estimativas do governo indicam que cada real adicional no mínimo acarreta um gasto extra de R$ 430 milhões. Portanto, a elevação prevista para 2026 deverá somar dezenas de bilhões em despesas obrigatórias, sobretudo na Previdência Social, que já responde por mais de R$ 1 trilhão do orçamento anual.
Ademais, o reajuste impulsiona o poder de compra da população, estimula o consumo e exerce influência positiva no crescimento econômico.
Orçamento apertado causa redução de espaço para despesas diversas.
O desafio do governo reside no equilíbrio entre a valorização salarial e a responsabilidade fiscal. Com despesas obrigatórias atingindo 92% do orçamento, o aumento do mínimo diminui a margem para investimentos e programas discricionários, em um ano marcado por eleições presidenciais.
Governo anuncia salário mínimo de R$ 1.631 em 2026, afetando 59 milhões de brasileiros e gerando pressão sobre as contas públicas devido a novos gastos.
Fonte por: FDR