O futuro dos eVTOLs está em jogo! Arthur Igreja revela os desafios e avanços dos veículos elétricos de decolagem e pouso vertical. Descubra o que vem por aí!
A ideia de “carro voador” voltou a ser discutida com a divulgação de vídeos de protótipos e anúncios de fabricantes. Contudo, a realidade é mais complexa. O termo mais apropriado é eVTOL, que se refere a Veículos Elétricos de Decolagem e Pouso Vertical, projetados para voar em rotas curtas e urbanas, e não para circular em ruas e rodovias.
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Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, destaca que a discussão deve focar em evidências, em vez de modismos. É importante entender o que já funciona, o que ainda precisa de testes e certificações, e quais fatores podem atrasar a implementação desse serviço, como segurança, regulamentação, ruído, clima, infraestrutura e custo.
É essencial diferenciar a linguagem popular da realidade técnica. Segundo Arthur Igreja, o termo “carro voador” pode gerar confusões. Os eVTOLs não são veículos que alternam entre rodas e asas, nem são soluções híbridas para estradas. Ele enfatiza que esses veículos têm capacidade de decolagem vertical e voo, sem a intenção de se tornarem carros.
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Atualmente, a operação desses veículos é bastante limitada. Embora existam protótipos e demonstrações, o transporte urbano regular com passageiros ainda não é uma realidade no Brasil. O especialista ressalta que o setor já passou por várias “datas prometidas” que não se concretizaram, tornando difícil prever quando isso se tornará realidade.
Arthur acredita que, nos próximos cinco anos, haverá um avanço significativo, impulsionado pelo desenvolvimento de baterias e sensores. Inicialmente, a indústria buscava criar um “helicóptero eletrificado”, mas a evolução tecnológica levou a um novo design, onde o passageiro se torna o piloto.
Um dos principais obstáculos para a implementação dos eVTOLs é a certificação e as regras de voo. Embora a infraestrutura de vertiportos não seja um problema maior, a falta de regulamentação e a necessidade de sistemas de controle simples e seguros são desafios a serem superados.
A segurança é um aspecto central no debate sobre eVTOLs. A aviação comercial é um dos meios de transporte mais seguros, mas isso foi alcançado após décadas de evolução. Arthur destaca que, embora a aviação tradicional tenha se tornado extremamente segura, a sociedade atual pode ter menos tolerância a incidentes, o que pode impactar a aceitação de novos veículos.
Além disso, fatores climáticos como vento e chuva podem afetar a operação dos eVTOLs, tornando-os mais suscetíveis a cancelamentos do que os aviões, que operam em altitudes mais estáveis. Isso significa que a rotina de voos pode ser mais afetada por condições climáticas do que o público imagina.
Embora os eVTOLs sejam elétricos, o ruído gerado por seus motores não é completamente silencioso. Arthur explica que o som é diferente do motor a combustão, sendo mais agudo e estridente, o que exige que os pontos de decolagem e pouso sejam escolhidos com cuidado.
Quanto ao custo da experiência de voar em um eVTOL, Arthur observa que, inicialmente, essa tecnologia será acessível apenas para uma elite, com a possibilidade de popularização futura. No entanto, ele alerta que os preços iniciais podem ser artificialmente baixos, como ocorreu com outras tecnologias, antes que o mercado busque rentabilidade.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.