O sucesso de “O Agente Secreto” em 2026 reacende memórias de “Ainda Estou Aqui”, filme que fez história em 2025 ao conquistar prêmios inéditos para brasileiros.
O êxito de “O Agente Secreto” nas premiações de cinema em 2026 fez com que os fãs relembrassem o filme “Ainda Estou Aqui”, que se destacou no ano anterior. Este longa-metragem fez história ao conquistar categorias que nunca haviam sido ganhas por brasileiros em cerimônias de premiação.
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A CNN Brasil revisita a campanha do filme dirigido por Walter Salles, que chegou ao palco do Oscar. Lançado em 7 de novembro de 2024, “Ainda Estou Aqui” é baseado no livro homônimo, que narra a história do pai do autor, vítima da ditadura militar brasileira e que nunca retornou para casa após uma audiência.
Com Fernanda Torres no papel de Eunice Paiva e Selton Mello como Rubens Paiva, o filme retrata a vida da família, que inclui mais quatro filhas além de Marcelo. Walter Salles, amigo da família que residia no Rio de Janeiro, se interessou pela história e decidiu transformá-la em um filme.
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A estreia ocorreu em setembro, onde foi aclamado por dez minutos na cerimônia. O longa fez parte da seleção oficial e conquistou o prêmio de Melhor Roteiro, atribuído a Murilo Hauser e Heitor Lorega. Desde então, acumulou mais de 50 prêmios em festivais ao redor do mundo, incluindo o Globo de Ouro e o Oscar.
A campanha para o Oscar começou quando a Academia Brasileira de Cinema escolheu “Ainda Estou Aqui” como representante do Brasil na categoria de Filme Internacional. O filme também se destacou em festivais de cinema em Nova York e Londres.
Pela primeira vez, Fernanda Torres ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama, e o longa foi indicado a Melhor Filme de Língua Estrangeira. As nomeações chamaram a atenção dos brasileiros, que entraram em clima de celebração. Em março, durante o feriado de carnaval, Walter Salles recebeu o prêmio de Melhor Filme Internacional, marcando uma conquista histórica para o Brasil.
A crítica destacou a qualidade técnica do filme, a abordagem sensível do tema da ditadura e a conexão emocional com o público como fatores que contribuíram para o sucesso do longa.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.