Nunes Marques autoriza exibição de discurso de Lula no 7 de Setembro de 2026

A gravação de 3 minutos e 43 segundos defende a soberania nacional e será divulgada em meio à proximidade da campanha eleitoral.

Janja e Lula em desfile de 7 de Setembro em Brasília

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, autorizou nesta sexta – feira (4) a exibição do pronunciamento de 7 de setembro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A gravação tem 3 minutos e 43 segundo e será veiculada em celebração à independência do Brasil.

Na mensagem, Lula retoma a defesa da soberania nacional e afirma que o povo brasileiro “não é, e não será colônia de ninguém”. A transmissão de um pronunciamento presidencial no 7 de setembro é uma tradição mantida ao longo dos anos.

Mensagem de Lula será exibida no 7 de setembro

Durante todos os anos de seu mandato, Lula realizou pronunciamentos em cadeia nacional de rede e televisão na data. Neste ano, a equipe do presidente decidiu solicitar a divulgação de uma nova mensagem pública por causa da proximidade com a campanha eleitoral.

A autorização foi concedida por Nunes Marques nesta sexta – feira (4). O conteúdo audiovisual trata da celebração da independência do Brasil e inclui a defesa da soberania nacional, tema que aparece associado à afirmação de que o país não deve se submeter a outras nações.

O antecessor de Lula, Jair Bolsonaro (PL), também promoveu manifestações em todos os anos de seu governo. Em 2022, porém, o ex – mandatário usou as celebrações do 7 de setembro para participar de um ato que o TSE entendeu como campanha na Esplanada dos Ministérios.

Decisão sobre Bolsonaro envolveu atos de 2022

A manifestação de 2022 ficou marcada pelo uso do termo “imbrochável”. Bolsonaro acabou condenado e se tornou inelegível pela Justiça Eleitoral sob acusação de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

A acusação apontou que as candidaturas teriam sido beneficiadas pela participação de Bolsonaro em eventos oficiais do bicentenário da Independência. As solenidades ocorreram em Brasília e no Rio de Janeiro, foram custeadas com dinheiro público e transmitidas pela TV Brasil.

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Nos dois locais, atos de campanha foram organizados de maneira próxima e paralela às cerimônias oficiais. A Justiça Eleitoral analisou que essa estrutura permitiu a participação do então presidente em atividades eleitorais associadas às comemorações públicas.

As ações foram apresentadas pelo PDT e pela senadora e então candidata a presidente Soraya Thronicke (Podemos). Os autores sustentaram que houve desvirtuamento da finalidade dos eventos do 7 de Setembro e utilização da estrutura oficial para favorecer um ato de campanha.