Novos documentos do DOJ revelam detalhes chocantes sobre Jeffrey Epstein, incluindo co-conspiradores e trocas de e-mails com figuras poderosas. Descubra tudo!
O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) divulgou nesta sexta-feira (30) milhões de páginas relacionadas à investigação sobre Jeffrey Epstein. Em uma carta enviada ao Congresso, o DOJ detalhou o processo de revisão dos arquivos e explicou as informações que foram omitidas.
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Entre os documentos, o DOJ apresentou uma lista de possíveis co-conspiradores de Epstein, mas deixou de fora várias figuras que integravam seu círculo próximo. Além disso, novos dados sobre Howard Lutnick foram revelados, mostrando que ele trocou e-mails com Epstein por meio de intermediários em 2011 e 2012, anos após prometer não se encontrar mais com o financista.
Os documentos também indicam que o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e sua esposa, Nili Priel, se hospedaram diversas vezes em um apartamento de Epstein em Nova York.
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Leituras adicionais revelam que, em outubro de 2014, Kathy Ruemmler, então conselheira da Casa Branca sob Barack Obama, enviou a Epstein um rascunho de uma declaração pública em que recusava a indicação para o cargo de Procuradora-Geral dos EUA, solicitando seu feedback.
Ruemmler deixou a Casa Branca em maio daquele ano e atualmente é advogada-chefe do Goldman Sachs.
O vice-procurador-geral Todd Blanche comentou sobre os arquivos na manhã de sexta-feira, mas não esclareceu por que a procuradora-geral Pam Bondi, responsável pelo departamento, não fez o anúncio.
Os arquivos também incluem uma lista compilada pelo FBI em agosto, contendo alegações de agressão sexual relacionadas a Donald Trump. A lista possui mais de uma dúzia de alegações, muitas das quais parecem ser provenientes de denúncias não verificadas.
O motivo da criação dessa lista ainda não é claro.
O documento foi encontrado em e-mails de oficiais do escritório de campo do FBI em Nova York, na Força-Tarefa de Exploração Infantil e Tráfico de Pessoas. Trump nega qualquer irregularidade relacionada a Epstein.
Um formulário do FBI detalha uma denúncia de uma mulher que acusou Trump de estuprá-la quando tinha 13 anos. Essa acusadora anônima já havia movido processos contra ele anteriormente, mas os retirou, sendo o último antes da eleição de 2016.
Uma das vítimas de Epstein relatou ao FBI que Ghislaine Maxwell, sua associada de longa data, sugeriu que ela estava “disponível” durante uma festa. A testemunha afirmou que, no final, “nada aconteceu” entre ela e Trump, que nunca foi acusado de envolvimento nos crimes de Epstein ou Maxwell.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.