Iniciativa visa aumentar o acesso à casa própria para famílias de baixa renda não atendidas por programas habitacionais e estimular a construção civil.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou, em uma reunião extraordinária na última quinta-feira (9), um novo modelo para direcionar os recursos da poupança ao crédito imobiliário. Nesta sexta-feira (10), o governo apresentou oficialmente as mudanças em um evento em São Paulo, com a presença do presidente Lula.
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A proposta visa aumentar o acesso à casa própria, especialmente para famílias de baixa renda que ainda não são atendidas por programas habitacionais, além de estimular a construção civil.
Com o novo modelo, o percentual dos depósitos de poupança que os bancos devem aplicar em crédito imobiliário será gradualmente elevado de 65% para 100%. Desse total, 80% deverão ser destinados a financiamentos habitacionais dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), com custo efetivo total limitado a 12% ao ano, incluindo juros, tarifas e comissões.
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Essa nova estrutura entrará em vigor em janeiro de 2027. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos recursos captados pela caderneta de poupança para o crédito imobiliário. Além disso, 20% do saldo da poupança é retido pelo Banco Central como depósito compulsório, enquanto os 15% restantes podem ser utilizados livremente pelos bancos.
De acordo com o Banco Central, a mudança deve possibilitar R$ 111 bilhões em recursos no primeiro ano, representando um aumento de R$ 52,4 bilhões em relação ao modelo atual. Deste total, R$ 36,9 bilhões estarão disponíveis imediatamente para financiamentos habitacionais.
Além disso, o CMN atualizou o valor máximo do imóvel financiado pelo SFH, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Com essa nova faixa, mutuários poderão utilizar recursos do FGTS para reduzir o valor financiado, pagar prestações ou realizar amortizações extraordinárias.
O Banco Central também fez alterações na regulamentação do recolhimento compulsório sobre os depósitos de poupança, permitindo que até 5% dos saldos aplicados em crédito imobiliário sejam deduzidos dessa exigência. Essa medida libera parte dos recursos que antes estavam imobilizados, possibilitando que os bancos ofereçam mais financiamentos habitacionais de acordo com as novas regras.
A expectativa é que essas mudanças aumentem a oferta de crédito e movimentem o mercado imobiliário, beneficiando especialmente as famílias de baixa renda e impulsionando o setor da construção civil.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.