Novela vertical: descubra o novo formato com Jade Picon como vilã na TV Globo
A TV Globo revela a produção de duas atrações com a dinâmica que se tornou uma febre mundial.
Novelas Verticais: A Nova Tendência nas Redes Sociais
Usuários frequentes das redes sociais provavelmente já se depararam com vídeos curtos, seja no TikTok ou no Instagram, que se assemelham a novelas, mas sem ligação com emissoras tradicionais como TV Globo, Record ou SBT. Esses trechos representam capítulos inteiros de uma nova forma de narrativa chamada novela vertical.
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Em entrevista à CNN, Renan Claudino Villalon, professor de Comunicação e Artes e pesquisador da Rebe Obitel Brasil, explica que esse termo refere-se a novelas projetadas para telas de celulares e tablets, com uma razão de aspecto de 9:16. Os episódios são curtos, variando de 1 a 3 minutos, e os roteiros geralmente começam e terminam em clímax narrativos. “Clímax é um ponto alto na curva dramática que provoca emoções intensas na audiência”, afirma.
Diferenças na Dinâmica Vertical
Mas o que realmente muda na dinâmica vertical em comparação às novelas tradicionais? Segundo Renan, o formato de tela não televisivo exige uma mudança significativa na direção de arte, impactando a mise-en-scène, que envolve cenografia, figurino e maquiagem.
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“Com um espaço de trabalho reduzido, a mise-en-scène pode ser comprometida se o diretor não souber como trabalhar. As perdas afetam a cenografia, que sempre foi um atrativo nas telenovelas, enquanto os ganhos se concentram na caracterização dos atores, favorecendo figurinos e maquiagem”, explica.
Roteiros e Estereótipos
Renan observa que a maior mudança está no roteiro. Embora os ganchos narrativos sejam usados há muito tempo nas telenovelas, os microdramas atuais tendem a começar e terminar em clímax, o que pode resultar em um sensacionalismo e estereótipos mais acentuados.
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“O enredo tende a ser caricato e estereotipado, não apenas pela falta de tempo narrativo, mas também porque o público das redes sociais busca clímax rápidos. As novelas verticais são consumidas em momentos de distração, como em transportes públicos”, comenta.
O Sucesso das Novelas Verticais
Antes mesmo da TV Globo investir em microdramas para dispositivos móveis, o sucesso desse formato já era evidente em experiências internacionais, como na China, onde se destacou desde 2018, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
“As tramas podem não ter profundidade reflexiva, mas atraem o público de classe média e baixa, que tem pouco tempo livre. A geração atual, imersa nas redes sociais, busca resoluções rápidas, o que aumenta o interesse por esse formato”, analisa.
O Futuro das Novelas Verticais
Renan menciona que a emissora carioca, ao anunciar “Tudo Por Uma Segunda Chance” e “Cinderela e o Pobre Milionário”, busca se conectar com diferentes classes sociais. As tendências, ao se consolidarem, podem se tornar um ponto de convergência midiático.
“A emissora deve ter aguardado a repercussão antes de decidir sobre o investimento. Resta saber se haverá experiências transmidiáticas semelhantes às da personagem Maria de Fátima no remake de ‘Vale Tudo’”, conclui.
Por fim, Renan alerta que a efemeridade das mídias atuais pode ser um risco para a produção a longo prazo, pois a fragmentação de conteúdo pode tornar narrativas curtas cansativas e desinteressantes para futuros públicos.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.












