Impacto das Novas Tarifas dos EUA nas Exportações Brasileiras
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) anunciou nesta terça-feira (24) que cerca de 25% das exportações brasileiras para os Estados Unidos são impactadas por novas tarifas. Esse montante representa aproximadamente US$ 9,248 bilhões e inclui produtos como máquinas, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos, rochas ornamentais, pescados, mel, tabaco e café solúvel.
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O governo acredita que o novo regime tarifário dos EUA pode aumentar a competitividade de vários setores industriais brasileiros no mercado norte-americano. Isso ocorre porque as tarifas, que antes eram elevadas, foram reduzidas, permitindo que o Brasil concorra em condições semelhantes às de outros fornecedores internacionais, conforme informado pelo Mdic.
Isenção de Tarifas e Benefícios para o Brasil
Em nota, o Mdic destacou que as novas tarifas foram implementadas com foco em produtos de alto valor agregado e tecnologia. Esses itens foram o terceiro principal grupo exportado pelo Brasil para os EUA em 2025. Além disso, o ministério estima que 46% das exportações brasileiras, totalizando US$ 17,496 bilhões, estão isentas de tarifas, enquanto 29% (US$ 10,938 bilhões) ainda enfrentam sobretaxas setoriais.
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As novas taxas globais foram anunciadas pelo governo republicano na última sexta-feira (20), após a aprovação de uma medida que permite ao presidente impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos.
A Casa Branca ainda não divulgou detalhes adicionais sobre a implementação dessas tarifas.
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Benefícios para o Setor Agrícola e Indústrias Brasileiras
O Brasil é considerado o maior beneficiado pelas tarifas de 10% impostas pelos EUA, segundo um levantamento da plataforma Global Trade Alert. A pesquisa indica que a nova regra deve resultar em uma redução de 13,6 pontos percentuais na alíquota média aplicada às exportações brasileiras.
Antes da proibição de tarifas excessivas pela Suprema Corte, as taxas médias eram de cerca de 26,3%, caindo para 12,8% com a nova cobrança.
O chefe do Mdic, Geraldo Alckmin (PSB), já havia comentado sobre as oportunidades que essa nova configuração tarifária pode trazer. Durante um evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na segunda-feira (23), Alckmin afirmou que o Brasil deve se beneficiar significativamente das novas regras.
Ele ressaltou que, embora os EUA sejam o terceiro maior parceiro comercial do Brasil em volume total, são os principais compradores de produtos industriais e manufaturados.
