Novas Tarifas dos EUA ao Brasil podem chegar a 37,5%: entenda o impacto e produtos isentos!

Estados Unidos propõem tarifas de até 37,5% sobre produtos brasileiros. Lucinda Pinto analisa as implicações e setores vulneráveis. Descubra mais!

04/06/2026 13:16

2 min

Novas Tarifas dos EUA ao Brasil podem chegar a 37,5%: entenda o impacto e produtos isentos!
(Imagem de reprodução da internet).

Novas Tarifas dos EUA ao Brasil Podem Chegar a 37,5%

Os Estados Unidos apresentaram uma proposta de novas tarifas ao Brasil, que podem totalizar 37,5% sobre produtos brasileiros. A analista de Economia, Lucinda Pinto, explicou no programa Hora H, nesta quarta-feira (3), como duas cobranças distintas se somam para atingir esse percentual.

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Após a eliminação da última sobretaxa aplicada ao Brasil, o país passou a operar com uma taxa de 10%, que também deixará de existir em julho. O governo americano tentou renovar essa alíquota, mas não obteve sucesso.

O cenário atual envolve a combinação de uma taxa relacionada a práticas comerciais e uma adicional de 12,5%, que está ligada à questão do trabalho forçado. “A gente passaria a ter uma”, afirmou Lucinda. Apesar do percentual elevado, há uma perspectiva positiva.

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Segundo cálculos mencionados por Lucinda, 56,5% do total da pauta comercial brasileira estaria isenta da tarifa de 25%, enquanto 52,3% ficaria livre da cobrança de 12,5%. “Mais de 50% de tudo que a gente exporta não pagaria nenhuma das duas tarifas”, destacou.

Produtos Isentos e Capacidade de Adaptação

Itens como suco de laranja, aviões e carne bovina estão entre os produtos que não seriam afetados por nenhuma das duas taxações. Lucinda também enfatizou que o Brasil já demonstrou habilidade em se adaptar a situações semelhantes. “Quando fica difícil exportar para os Estados Unidos, o Brasil consegue ir para mercados alternativos”, afirmou a analista, mencionando a Europa, Ásia e América Latina como possíveis destinos.

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Assim, o impacto geral tende a ser limitado, embora ainda presente.

Setores Vulneráveis à Dupla Tarifação

Por outro lado, alguns setores estão mais expostos à dupla tarifação. Máquinas e equipamentos, agroindústria, armas, munição e têxteis são os segmentos que estariam sujeitos à taxa combinada de 37,5%. Esse cenário reforça a percepção de que o governo americano está mais focado na indústria do que no agronegócio brasileiro.

O setor de máquinas e equipamentos gera preocupação adicional, pois os produtos são fabricados conforme a legislação americana, dificultando o desvio de comércio para outros mercados.

Além disso, os contratos desse setor costumam ser de longo prazo, com encomendas realizadas meses antes da entrega. “Para esses setores, é um impacto mais relevante”, concluiu Lucinda.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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