A nomeação de Kevin Warsh para o Federal Reserve gera polêmica: será que suas decisões seguirão a política monetária ou as ordens de Donald Trump? Descubra!
A reação à indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve tem sido clara: ele é altamente qualificado, mas há incertezas sobre se suas decisões serão guiadas por princípios de política monetária ou pelas demandas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Caso sua nomeação seja confirmada, Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato termina em maio de 2026.
Warsh, que se destacou como defensor do controle da inflação durante sua passagem pelo Fed, sugere uma preferência por taxas de juros mais altas, em contraste com a posição de Trump, que pede por juros mais baixos. Recentemente, no entanto, Warsh alterou sua postura, apoiando publicamente as políticas do presidente.
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Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics, comentou sobre a situação: “Ele será um bom presidente do Fed, mas sua eficácia dependerá da independência que conseguir manter”. Zandi destacou o conhecimento de Warsh sobre a instituição e sua conexão com os círculos globais de bancos centrais, mas questionou se ele será firme o suficiente para garantir que as taxas de juros sejam definidas com base em dados econômicos e não em interesses políticos.
A Renaissance Macro Research também se manifestou sobre o assunto, afirmando que “Kevin Warsh tem sido um forte defensor da política monetária ao longo de sua carreira”. O grupo acrescentou que a postura mais “dovish” de Warsh atualmente pode ser uma questão de conveniência, alertando que o presidente pode correr o risco de ser enganado.
A senadora democrata Elizabeth Warren, membro sênior do Comitê Bancário do Senado, expressou suas preocupações sobre a nomeação de Warsh. Ela sugeriu que ele pode ter “passado no teste de lealdade” para conquistar o apoio de Trump e pediu que os demais membros do Senado não considerem sua nomeação até que o presidente retire a ação judicial contra Jerome Powell e a diretora do Fed, Lisa Cook.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.