Uma decisão surpreendente do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) gerou instabilidade em uma patente da Nintendo. A empresa viu o registro que protegia a mecânica de invocar personagens para combater, uma prática comum em diversos jogos, ser revogado.
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A patente, concedida em setembro de 2025, rapidamente atraiu atenção após a análise inicial.
O que tornou a situação ainda mais incomum foi a intervenção direta do diretor do USPTO, John A. Squires, que solicitou uma reavaliação do caso sem que outra empresa tivesse formalmente contestado o registro. Essa prática não ocorria desde 2012.
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Após uma análise detalhada, o órgão decidiu rejeitar todas as 26 reivindicações da patente, argumentando que a ideia não possuía originalidade suficiente.
O relatório do USPTO apontou que elementos descritos pela Nintendo já haviam sido registrados em patentes anteriores, incluindo registros da Konami, Bandai Namco e até mesmo da própria Nintendo. Um dos pontos centrais da análise era o conceito de um “subpersonagem” que luta ao lado do jogador, podendo agir de forma autônoma ou sob comando direto, uma mecânica já documentada em registros desde 2002.
De acordo com o USPTO, a combinação de patentes mais antigas era suficiente para invalidar a maior parte das reivindicações. Ao incluir outros registros no comparativo, todas as partes restantes também foram consideradas inválidas. Apesar da revogação, a situação ainda não está totalmente resolvida.
A Nintendo tem um prazo de dois meses para responder à decisão e pode recorrer à Justiça americana.
Existe a possibilidade de a empresa tentar salvar partes específicas da patente, caso consiga validar pelo menos uma das reivindicações. A decisão gerou preocupação entre jogadores e desenvolvedores, especialmente em relação a possíveis usos agressivos da patente contra jogos que utilizam sistemas de invocação, como a franquia Persona.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
