O deputado federal do PT-MG declarou na sexta-feira, 3 de abril de 2026, que o nome do deputado federal do PL-MG, Nikolas Ferreira, está confirmado em uma delação premiada do banqueiro dono do Banco Master. Em suas redes sociais, o deputado expressou preocupação com a possível inelegibilidade de Ferreira caso informações comprometedoras venham à tona.
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“O nome de Nikolas Ferreira é certo na delação de Vorcaro e, especialmente, de seu amigo Zettel. Se tudo vier à tona, a inelegibilidade do deputado mineiro estará na pauta, assim como o envolvimento do pastor Valadão”, escreveu o deputado em uma publicação.
A declaração surge em meio a investigações envolvendo o político e outros personagens.
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Nikolas Ferreira utilizou um jato da Prime You, empresa ligada a Vorcaro, durante o segundo turno das eleições de 2022, entre os dias 20 e 28 de outubro, em apoio à reeleição do ex-presidente (PL). A situação reacendeu debates sobre financiamento de campanhas e possíveis irregularidades.
Em 3 de março, o deputado Nikolas Ferreira divulgou um vídeo nas redes sociais, negando ter contratado a aeronave utilizada durante a agenda da caravana “Juventude pelo Brasil”. Segundo ele, a logística foi organizada por terceiros e não lhe cabe responder por eventuais desdobramentos envolvendo a empresa proprietária do jato.
“Como que eu vou prever isso?”, questionou o deputado, ao ser perguntado sobre a possibilidade de ser responsabilizado por um “ato futuro” de outra pessoa. O vídeo gerou debates sobre a responsabilidade de figuras públicas em questões de logística e contratação de serviços.
A íntegra da nota enviada por Nikolas Ferreira ao Poder360 está disponível. A declaração do deputado afirma que o voo ocorreu há quatro anos, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando foi convidado para participar de um evento político.
Ele alega não ter conhecimento sobre o proprietário da aeronave na época e que sua presença se deu exclusivamente devido ao convite.
“Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento”, concluiu a nota.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
