Netinho revela que enfrenta fase delicada do tratamento contra linfoma não Hodgkin em Salvador
Netinho adapta sua rotina para enfrentar os desafios do tratamento, priorizando a saúde e evitando infecções durante a fase crítica do linfoma não Hodgkin.
Ele está em tratamento contra um câncer no sistema linfático e realiza sessões de terapia em Salvador.
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No relato, o artista baiano mencionou que está passando pela fase mais delicada do tratamento do linfoma, o que exigiu mudanças em sua rotina para preservar a saúde e evitar infecções. O intérprete de “Mila” está isolado em casa e cortou os exercícios físicos temporariamente. “Estou na fase mais sensível do meu tratamento”, afirmou. “Por isso não posso perder peso e fiz algumas modificações provisórias no meu dia a dia.”
Entendendo o linfoma não Hodgkin
Netinho foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin, uma forma de câncer que se origina no sistema linfático e se espalha de maneira desordenada pelo corpo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem mais de 20 tipos de linfoma não Hodgkin, e os casos têm aumentado nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos.
Os homens apresentam uma maior predisposição à doença em comparação às mulheres.
A estimativa do Inca é que anualmente surjam cerca de 12.040 novos casos desse tipo de câncer, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres. Quando as células do sistema linfático sofrem mutações, podem dar origem aos linfomas. “Os linfomas constituem uma gama enorme de subtipos e cada um deles é uma doença distinta”, explica Philip Bachour, hematologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
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Os linfomas são divididos principalmente em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. Enquanto o primeiro é mais comum em jovens, o segundo afeta predominantemente pacientes mais velhos. Dentro dos não Hodgkins, há variações que se originam dos linfócitos B ou T, podendo ser agressivos ou mais lentos na multiplicação celular.
Sintomas e fatores de risco
Os sintomas associados ao linfoma não Hodgkin incluem aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilhas; suor noturno excessivo; febre; coceira na pele; e perda de peso sem explicação aparente.
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Além disso, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver essa condição. O uso de drogas imunossupressoras, viver com certos vírus como HIV-1 ou Epstein – Barr, ter doenças genéticas que afetam o sistema imunológico e a exposição a substâncias químicas associadas à doença são alguns deles.
Também estão incluídas altas doses de radiação como fator de risco.
A luta contra o câncer é desafiadora e exige cuidados constantes, como os que Netinho tem adotado durante seu tratamento.