Netanyahu sugere cortar apoio militar dos EUA a Israel e levanta polêmica sobre China
Benjamin Netanyahu sugere reduzir o apoio militar dos EUA a Israel a zero. Entenda os impactos dessa proposta e o papel da China no conflito.
Netanyahu Propõe Redução do Apoio Militar dos EUA
No último domingo (10), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concedeu uma entrevista ao programa “60 Minutes” da CBS, onde expressou seu desejo de reduzir o apoio militar dos Estados Unidos, atualmente em US$ 3,8 bilhões por ano, “a zero”.
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Ele afirmou: “Recebemos US$ 3,8 bilhões por ano, e acho que é hora de nos desvencilharmos do apoio militar restante. Eu disse: ‘Vamos começar agora e fazer isso ao longo da próxima década’”.
Durante a conversa com o jornalista Major Garrett, Netanyahu mencionou uma diminuição no apoio a Israel nos Estados Unidos, que, segundo ele, “corresponde quase 100% ao crescimento exponencial das redes sociais”. Ele destacou que vários países têm manipulado as redes sociais de maneira inteligente, o que, segundo ele, tem causado danos significativos a Israel.
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China e o Conflito
Netanyahu também comentou sobre o papel da China no conflito, afirmando que o país ofereceu um certo nível de apoio e componentes específicos para a fabricação de mísseis. No entanto, ele não pôde fornecer mais detalhes sobre essa questão. A CNN já havia reportado que informações da inteligência americana indicam envolvimento da China, que, por sua vez, negou estar ajudando o Irã a se rearmar.
O primeiro-ministro israelense ressaltou que “há trabalho a ser feito” em relação ao Irã e mencionou que concordou com a importância de remover a ameaça proveniente de Teerã. Quanto ao cessar-fogo entre os EUA e o Irã, Netanyahu afirmou que esse acordo deveria ser tratado separadamente da trégua entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano, embora o Irã tenha uma visão diferente. “O que o Irã gostaria de fazer é dizer: ‘Não, sabe, se conseguirmos um cessar-fogo aqui, queremos um cessar-fogo lá’”, concluiu ele.