Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure é investigado pelo Banco Master! Sócio oculto? Empresário nega envolvimento em esquema que pode ter usado relógio de R$ 1 milhão. Acha que a Polícia Federal o está acusando injustamente? Descubra os detalhes chocantes!
O empresário Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure se vê envolvido em investigações que remontam a apurações relacionadas ao Banco Master e ao seu fundador, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal o classificou como um “sócio oculto” da instituição, um ponto de vista que Tanure nega veementemente.
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As investigações, que se estendem até o exterior, incluem a análise de um modelo de relógio Jaeger-LeCoultre Duomètre, avaliado em até R$ 1 milhão, que teria sido utilizado em transações suspeitas.
Nascido em Salvador (BA) em 1951, Nelson Tanure construiu uma trajetória empresarial notável, começando a década de 1980 com a aquisição de participações em empresas em crise. Uma das primeiras operações foi a compra da Sequip, uma empresa de engenharia focada na indústria de petróleo no Rio de Janeiro.
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Posteriormente, adquiriu o estaleiro Emaq, que operava em situação de falência, e estabeleceu parcerias com empresas internacionais, como a Comex (França) e a Hydrospace (Canadá), além de integrar o grupo acionário da CGEE Alsthom, especializada em equipamentos para hidrelétricas.
Na década de 1990, Tanure assumiu o controle do estaleiro Verolme, também em processo de concordata, e se envolveu em investimentos significativos em empresas como a Oi, através da Société Mondiale, e a Gafisa. Sua entrada no capital da Oi em 2016 ocorreu em um momento de crise financeira da companhia, e ele também participou de aumentos de capital na Gafisa, integrando seu conselho de administração a partir de 2019.
Tanure também teve atuação no setor de comunicação, adquirindo o Jornal do Brasil em 2000, que enfrentava dificuldades financeiras, e arrendando a Gazeta Mercantil, um importante veículo de economia. Além disso, participou da operação que culminou na fusão da Intelig com a TIM, tendo adquirido a Intelig por cerca de R$ 10 milhões, assumindo dívidas de aproximadamente R$ 130 milhões, e vendendo a empresa um ano depois por cerca de R$ 650 milhões.
Em janeiro de 2026, o celular de Tanure foi apreendido durante a investigação da operação Master. A Polícia Federal apura se ele seria o “destinatário final” de fundos suspeitos movimentados pela rede de Vorcaro. Tanure alega ter tido apenas relações comerciais com o Banco Master, como cliente ou aplicador, envolvendo aplicações financeiras, operações de crédito e gestão de fundos, sem qualquer ingerência em operações internas.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.