
As negociações para um acordo de paz definitivo entre Estados Unidos e Irã tiveram início neste sábado (11) na cidade de Islamabad, capital do Paquistão. O governo paquistanês declarou feriado nacional na quinta e sexta-feira para finalizar os preparativos para o encontro das delegações.
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Gradualmente, a população deixou as ruas, dando espaço a militares fortemente armados, enquanto pedidos de orações pela paz nas conversas eram feitos. Contudo, a retórica bélica entre as duas nações permanece acirrada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a situação, afirmando ao jornal New York Post: “Estamos carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas – melhores do que tínhamos feito e nós os explodimos”. Ele expressou otimismo em relação às negociações, destacando que os EUA estão prontos para estender a mão, mas ressaltou que a disposição dos iranianos em negociar de boa fé será crucial.
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Por outro lado, o governo do Irã declarou que não é viável negociar enquanto os ataques ao Líbano persistirem e os recursos financeiros do país continuarem retidos. Ghalibaf, um dos representantes iranianos, afirmou: “Nós temos boa vontade, mas não confiamos neles… Infelizmente, nossa experiência de negociar com os americanos sempre terminou em fracasso e descumprimento de compromissos”.
Além de Ghalibaf, outros representantes iranianos incluem o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati.
Do lado americano, Vance lidera a delegação, que conta com a presença do enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump. A expectativa é que as partes definam uma agenda de negociações por meio de mediadores paquistaneses, com a possibilidade de conversas diretas posteriormente.
No entanto, os detalhes sobre a natureza das negociações, se diretas ou indiretas, ainda não foram divulgados.
Cada país possui prioridades bem definidas: os americanos buscam a abertura do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã demanda um cessar-fogo no Líbano. A pressão por uma trégua em Beirute se estende além de Teerã, alcançando a Europa. Líderes como o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o premiê espanhol Pedro Sánchez exigiram o fim dos bombardeios israelenses na região.
Sánchez, em particular, foi enfático ao sugerir um rompimento com Israel, alegando desrespeito às normas internacionais.
Após ser pressionado por Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu demonstrou abertura para dialogar com o governo do Líbano. No entanto, o Hezbollah se opõe a qualquer negociação com Israel, complicando ainda mais a situação na região.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
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