O embaixador russo em Estocolmo, Sergey Belyaev, informou nesta terça-feira (10) que os cidadãos russos a bordo do navio cargueiro Caffa permanecem dentro da embarcação. A situação se desenvolve após a apreensão do navio, que transportava 11 tripulantes, em 6 de março.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Caffa estava navegando sob a bandeira da Guiné pelo Estreito do Mar Báltico, em águas territoriais da Suécia.
Tripulação e Investigações
A Embaixada da Rússia em Estocolmo confirmou que dez dos tripulantes são cidadãos russos, enquanto o capitão do navio encontra-se sob custódia em Malmö, na Suécia, desde 7 de março. As autoridades suecas suspeitam que o Caffa possa estar sendo utilizado para contornar sanções internacionais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro da Defesa Civil da Suécia, Carl-Oskar Bohlin, revelou que o navio está sujeito a sanções ucranianas, com questões sobre sua estrutura de propriedade e seguro levantadas.
Bandeira e Risco de Sanções
Segundo o ministro, a embarcação alterou sua bandeira de russa para guineense no verão de 2026, e a investigação determinará se ela atende aos requisitos para navegação nas águas suecas. Essa movimentação levanta preocupações sobre o cumprimento de regulamentos e a possível evasão de sanções.
LEIA TAMBÉM!
Frota Paralela e Ações da Guarda Costeira
A situação do Caffa se insere em um contexto mais amplo de esforços russos para contornar restrições comerciais impostas pelo Ocidente. A Suécia tem intensificado o monitoramento de embarcações estrangeiras, especialmente após o anúncio de reforçar as verificações de seguro em julho de 2025.
A Guarda Costeira Sueca e a Administração Marítima terão autoridade para coletar informações de seguro de embarcações que transitam pelas águas suecas, não apenas em portos.
Estimativas e Impacto Global
Estimativas apontam que a “frota paralela” da Rússia, que utiliza bandeiras falsas, pode envolver cerca de 1.500 petroleiros. Mais de 600 desses navios estão sujeitos a restrições da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos, refletindo a complexidade das sanções internacionais e a busca por alternativas para o comércio russo.
