A nave Orion, da Nasa, está pronta para levar astronautas de volta à Lua! Descubra as inovações do programa Artemis e o que esperar da Artemis II.
A nave Orion é o veículo desenvolvido pela agência espacial norte-americana (Nasa) para as missões do programa Artemis, com a finalidade de levar astronautas de volta à Lua, após décadas desde a última missão lunar. As tecnologias principais da Orion estão organizadas em três partes: um sistema de escape para emergências durante o lançamento, a cápsula onde a tripulação ficará e um módulo de serviço que fornece propulsão, energia e suprimentos no espaço.
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Além disso, a nave é equipada com diversos sensores, softwares de navegação e sistemas de acoplamento, projetados para permitir operações mais autônomas.
A Orion é a espaçonave da Nasa destinada a missões tripuladas no espaço, sendo parte integrante do programa Artemis. Ela foi projetada para trazer os astronautas de volta à Terra com segurança. É importante ressaltar que a Orion é o veículo completo, enquanto a cápsula é apenas uma parte desse sistema.
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O que é chamado de cápsula é o Crew Module (módulo de tripulação), que é a parte pressurizada da nave, proporcionando um ambiente onde os astronautas podem viver e trabalhar.
Segundo a Nasa, o módulo de tripulação é projetado para acomodar quatro astronautas por até 21 dias, funcionando como habitat desde o lançamento até o retorno. A nave Orion foi desenvolvida em colaboração com a Lockheed Martin, uma empresa reconhecida no setor espacial e de defesa.
Atualmente, é a única espaçonave capaz de realizar voos tripulados no espaço profundo em alta velocidade, incluindo o retorno à Terra.
A Orion será lançada pelo foguete SLS (Space Launch System), que pode transportar tripulantes, a cápsula e suprimentos diretamente ao espaço lunar. A nave já foi testada na missão Artemis I, realizada em 2022, que teve como objetivo validar as tecnologias da nave e do foguete para as próximas etapas do programa.
Agora, a cápsula será utilizada na Artemis II, onde levará quatro astronautas em um voo tripulado ao redor da Lua, sem pouso na superfície.
Os quatro astronautas da Artemis II são: Reid Wiseman (Comandante), Victor Glover (Piloto), Christina Koch (Especialista de missão) e Jeremy Hansen (Especialista de missão). O comandante Reid Wiseman destacou que, na Artemis II, a maior parte do tempo a nave voará de forma autônoma, mas a presença de humanos a bordo é uma oportunidade para contribuir com o sucesso das futuras missões.
Se algo der errado, um tripulante pode assumir os controles e ajudar a resolver o problema.
Na Artemis III, prevista para 2027, a nave terá a missão de transportar a tripulação até a órbita lunar, de onde dois astronautas descerão à superfície utilizando um módulo de pouso. Assim como nas outras missões, eles também utilizarão a espaçonave para retornar à Terra.
A Orion foi construída com três partes principais: sistema de escape de lançamento, módulo de tripulação e módulo de serviço. A Nasa descreve que a Orion servirá como o veículo de exploração responsável por transportar e sustentar a tripulação nas missões Artemis à Lua, além de trazê-la de volta à Terra com segurança.
A nave foi desenvolvida pela Lockheed Martin com tecnologias espaciais avançadas, projetadas para proteger os astronautas e garantir o sucesso das missões no espaço.
Para suportar a reentrada em alta velocidade, a Orion utiliza um escudo térmico que consome parte do material de forma controlada para dissipar o calor. Esse escudo é produzido com um material conhecido como Avcoat, capaz de suportar temperaturas próximas de 2.760 °C durante o retorno, garantindo que a estrutura e a cabine permaneçam dentro de limites seguros.
O módulo de serviço é uma contribuição da Agência Espacial Europeia (Esa) e concentra boa parte do que faz a nave funcionar fora da atmosfera, incluindo energia elétrica, manobras e suprimentos.
O sistema de escape de lançamento é instalado no topo da nave e foi projetado para afastar a cápsula do foguete em caso de emergência durante o lançamento ou na subida inicial. Sua ativação pode ocorrer em milissegundos e conta com três motores de propelente sólido, que são utilizados para acelerar o afastamento da nave, controlar a orientação e realizar a separação do módulo de tripulação.
O módulo de tripulação é a cápsula pressurizada onde a tripulação viverá, com capacidade para quatro pessoas por até 21 dias. O módulo conta com mecanismos de escotilhas, recursos de acoplamento e um conjunto de propulsores de controle de atitude (RCS) para ajudar a controlar a nave durante a reentrada.
A Nasa detalhou que o módulo é coberto por uma proteção lateral construída com aproximadamente 1.300 placas de proteção térmica, projetadas para lidar tanto com o frio do espaço quanto com o calor extremo da reentrada.
O módulo de serviço, localizado abaixo do módulo da tripulação, funciona como uma “casa de máquinas” da Orion, sendo responsável por fornecer eletricidade, propulsão, controle térmico e recursos de suporte à vida. Ele é equipado com 33 motores, que serão utilizados para realizar manobras e controlar a orientação da nave ao longo da missão.
Os motores incluem um motor principal do tipo Orbital Maneuvering System Engine (OMS-E), oito motores auxiliares e 24 propulsores menores de controle de atitude (RCS).
A Orion foi projetada para voar de forma quase completamente autônoma, mas os astronautas podem assumir os comandos quando necessário. Durante a missão, a tripulação deverá pilotar a nave manualmente em alguns momentos para testar como ela responde no espaço.
Para isso, os astronautas utilizam dois controles principais: um para girar a nave e apontá-la na direção desejada, e outro para deslocar a Orion no espaço.
As informações são exibidas em três telas, e a tripulação conta com um dispositivo para interagir com essas telas. Quando um astronauta move os controles, o comando é interpretado pelo software de voo da Orion, permitindo que a nave responda de acordo com as instruções dadas.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.