Naruna Costa brilha em 2026: da TV Globo ao teatro, uma artista multifacetada!

Versatilidade de Naruna Costa em 2026
Transitar entre diversas linguagens artísticas é um privilégio raro. A atriz, diretora e cantora Naruna Costa, de 43 anos, tem demonstrado que a versatilidade é sua marca registrada em 2026. Atualmente, ela interpreta Valéria na novela das sete, Coração Acelerado, da TV Globo, e vive um momento excepcional em sua carreira.
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Além de brilhar na televisão, Naruna se prepara para estrear no longa-metragem Dolores, dirigido por Marcelo Gomes, e protagoniza uma remontagem teatral sobre a vida de Elza Soares.
Em uma entrevista, a paulista de Taboão da Serra compartilhou sua rica trajetória na cultura periférica e celebrou seu momento atual. Cofundadora do renomado Grupo Clariô de Teatro e líder do grupo musical Clarianas, a vencedora do Prêmio APCA revelou os bastidores de sua preparação psicológica para lidar com tantos projetos simultâneos.
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Desafios e Conexões Artísticas
Conciliar o ritmo acelerado de uma novela das sete com a profundidade do cinema autoral e do teatro musical pode parecer uma tarefa quase impossível. No entanto, para Naruna, essa mistura de formatos é um combustível para seu amadurecimento cênico. “Adoro essa dinâmica de transição.
Teatro, cinema e TV são linguagens muito distintas, e é um grande desafio fazer tudo ao mesmo tempo. Sou muito estudiosa e gosto da pesquisa. Minha atuação se fortaleceu por carregar a ‘poeira’ de tantas linguagens. Tenho uma certa ‘esquisitice’ em cena que traz uma identidade ao meu trabalho”, afirmou Naruna.
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A responsabilidade de representar a icônica Elza Soares nos palcos traz uma carga emocional única para a atriz, que já havia participado da primeira montagem do espetáculo em 2016, sob a direção de Bob Wilson. Agora, sob a direção de Duda Maia, ela assume o papel principal. “É uma responsabilidade quase espiritual representar Elza Soares no palco.
A voz milênio! Me emociono muito com isso. Elza foi um Orixá na terra. Ela fez da fome o alimento e conseguiu sobreviver quando tudo parecia indicar o seu fim. Ela sabia da responsabilidade que tinha com suas ancestrais e com as futuras ‘Elzas’ e disse sim.
Eu vou cantar. Elza Soares me ensina muito”, desabafou.
Guardião das Memórias Femininas
Ao interpretar Deborah no filme Dolores e resgatar a biografia de Elza no teatro, Naruna Costa se estabelece como uma guardiã das memórias de mulheres que romperam barreiras históricas. Essas experiências profundas moldam seu olhar por trás das câmeras, já que ela se prepara para dirigir um documentário autoral sobre o poeta Sérgio Vaz. “Em Dolores, interpreto Deborah, uma mulher que, após uma grande decepção amorosa, decide olhar para si e cuidar de si.
Elza, por sua vez, enfrentou adversidades e acreditou na vida, abrindo seus próprios caminhos. As duas se escolheram e isso me ensina muito”, explicou.
A diretora, que fez história em 2018 ao ser a primeira mulher negra a vencer o prêmio de Melhor Direção na APCA pelo espetáculo Buraquinhos, destaca que a luta contra a opressão de gênero e raça continua urgente no Brasil. “Mesmo em uma sociedade que parece melhor para o universo feminino, ainda existem muitas barreiras que nos prendem a violências cotidianas e a papéis que não nos cabem mais.
Mulheres negras enfrentam ainda mais desafios. Não é simples romper barreiras”, ponderou.
Conquistas e Filosofia de Trabalho
Naruna celebrou suas conquistas recentes na direção de cena, incluindo os filmes que abrem os atos da nova turnê do rapper Emicida, resultado de uma parceria que começou nos palcos teatrais com a peça Tá Pra Vencer. Ao ser questionada sobre o receio de que a televisão possa esvaziar a entrega artística de projetos mais densos, a estrela de Irmandade (Netflix) e Sutura compartilha a filosofia de pensadores quilombolas. “Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio.
Ele se fortalece. Essa prática das confluências representa muito para mim. A arte popular não acredita na separação das coisas. Tudo é material que alimenta. Minha arte é popular e contemporânea, conectada com o tempo e com o povo”, finalizou.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



