Naim Qassem, do Hezbollah, desafia Israel e promete surpresas no campo de batalha. A situação no Líbano se agrava com 98 crianças mortas. Entenda!
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou em um discurso divulgado nesta sexta-feira (13) que as ameaças de assassinato feitas por Israel são “inúteis”. Ele afirmou: “Estamos preparados para um longo confronto e eles serão surpreendidos no campo de batalha”.
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A declaração ocorre em meio a uma ofensiva israelense contra o Hezbollah, que conta com o apoio do Irã, após o grupo ter disparado em 2 de março em resposta ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, no início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O ministro da Informação libanês, Paul Morcos, informou nesta quinta-feira que o número de mortos no Líbano desde o início dos ataques israelenses já chega a 98 crianças. Além disso, entre os mortos estão 15 médicos e socorristas, e outros 45 indivíduos ficaram feridos.
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A situação no país se agrava com a intensificação dos combates.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã, um conflito que começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado em Teerã. Autoridades de alto escalão do regime iraniano foram mortas durante os confrontos. Os EUA alegam ter atacado alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e aeronaves.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra interesses dos EUA em várias nações, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.200 civis perderam a vida no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca também registrou pelo menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, intensificou suas ações em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando na morte de centenas de pessoas no território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo. Especialistas indicam que essa nova figura representa uma continuidade da linha política do regime. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, afirmando que deveria ter sido consultado no processo e que a nomeação de Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.