My Hero Academia: All’s Justice: Uma surpresa épica? Descubra se o jogo honra a obra original! 💥 Com batalhas intensas e um Modo Histórico cinematográfico, All’s Justice promete elevar a franquia a um novo patamar. Clique e confira!
A trajetória de My Hero Academia nos videogames sempre pareceu um tanto tímida, e a série My Hero Academia: All’s Justice, finalmente, parece quebrar esse padrão. Após anos de jogos que, embora divertidos, não capturavam a grandiosidade e o impacto emocional da obra original, este título promete elevar a franquia a um novo patamar. A experiência, especialmente o Modo História, demonstra uma ambição que raramente se viu nos jogos anteriores da série. A expectativa, por fim, foi atendida, e o jogo se mostra um passo à frente, oferecendo uma experiência que realmente honra o material de origem.
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O destaque absoluto do preview foi, sem dúvida, o Modo História. A escolha do arco final, que se tornou um dos maiores sucessos da série, demonstra uma leitura precisa do material e uma compreensão do que realmente importa para os fãs. A narrativa é construída através de batalhas jogáveis, intercaladas com cenas em 2D estilizadas e cinematics totalmente renderizadas. O uso da câmera, o enquadramento e o ritmo são impecáveis, criando momentos de grande impacto emocional. O jogo sabe quando desacelerar, quando aproximar o olhar do personagem e quando deixar o espetáculo falar mais alto. É raro encontrar jogos licenciados de anime que conseguem transmitir essa intensidade, e All’s Justice se destaca por isso.
No controle, All’s Justice mantém a base de arena fighter em 3D, mas com ajustes bem-vindos. O ritmo das lutas é intenso, porém mais legível do que nos jogos anteriores. Não há excesso de informação visual atrapalhando decisões rápidas, e quase sempre fica claro por que um golpe funcionou ou falhou. O sistema de Rising, que permite fortalecer temporariamente o personagem, muda o comportamento em combate e incentiva decisões mais agressivas. Já os golpes Plus Ultra continuam sendo o grande espetáculo visual, mas agora exigem leitura de jogo. Usar no momento errado pode significar desperdiçar uma vantagem crucial. Em confrontos mais difíceis contra a CPU, isso faz diferença real. Outro ponto positivo é como cada personagem realmente joga de forma distinta. Lutadores mais rápidos são baseados em mobilidade e pressão constante, enquanto personagens mais pesados exigem posicionamento e leitura cuidadosa. Não é um jogo sobre executar combos longos, mas sobre saber quando avançar e quando recuar.
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A Bandai Namco já confirmou cerca de 70 personagens jogáveis, o maior elenco da história da franquia nos games. Mais importante do que o número é a variedade. Durante o modo VS CPU, ficou evidente que os personagens não estão ali apenas para preencher tabela.
Heróis e vilões apresentam propostas bem diferentes, incentivando experimentação. Alguns exigem domínio maior de movimentação e controle de espaço, outros recompensam pressão direta e leitura agressiva. É aquele tipo de elenco onde cada jogador tende a descobrir “seu” personagem favorito naturalmente.
Fora do Modo História, o preview apresentou Team-Up Missions e Hero’s Diary, dois modos que ampliam a experiência, mas com resultados mistos. As Team-Up Missions colocam o jogador em áreas abertas da cidade, usando as individualidades para locomoção e cumprimento de objetivos.
A sensação de atravessar o mapa com personagens como Deku é divertida, mas o ritmo sofre com encontros aleatórios frequentes demais. Inimigos comuns têm barras de vida infladas, alguns fogem constantemente, e isso quebra o fluxo das missões. A ideia é boa, mas claramente precisa de ajustes de balanceamento.
Já o Hero’s Diary segue um caminho oposto. São missões curtas, focadas em interações cotidianas da Classe 1-A. Pequenas histórias, mini-games e diálogos que lembram o lado mais “slice of life” da série. Nem todas funcionam igualmente bem, mas o modo cumpre seu papel ao humanizar o elenco e oferecer respiro entre batalhas grandiosas.
My Hero Academia: All’s Justice finalmente entrega algo que os fãs esperavam há anos: um jogo que entende o peso emocional da obra e traduz isso em espetáculo, jogabilidade e respeito ao material original. Apesar de alguns pontos de atenção, como o equilíbrio entre personagens e a repetição em alguns modos secundários, o jogo se mostra um passo à frente e promete elevar a franquia a um novo patamar. Caso seja abraçado pelo público, este pode ser facilmente o capítulo mais marcante da história de My Hero Academia nos videogames. Este review foi feito com uma chave antecipada oferecida pela Bandai Namco para PlayStation 5. My Hero Academia: All’s JusticeDesenvolvedora: BykingPublisher: Bandai Namco EntertainmentPlataformas: PS5, Xbox Series X/S, PC
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.