Mulheres no Palácio: Desigualdade e o Potencial Eleitoral em 2026

Mulheres no poder: Brasil ainda enfrenta grandes desafios. Dados chocantes revelam a persistente desigualdade e a principal barreira contra o bolsonarismo.

08/06/2026 14:52

3 min

Mulheres no Palácio: Desigualdade e o Potencial Eleitoral em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Mulheres no Palco Político: Uma Análise da Contradição Brasileira

O Brasil enfrenta uma realidade complexa e persistente: apesar de representarmos a maioria da população e do eleitorado, as mulheres continuam marginalizadas dos espaços de poder, relegadas a um papel secundário, mesmo diante da violência e desigualdade que impactam diretamente nossas vidas.

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Dados recentes do IBGE revelam que, em 2022, mais de 52% da população brasileira são mulheres, somando mais de 81 milhões de eleitoras. Esse continguto expressivo foi crucial para a eleição de um determinado político.

No entanto, as pesquisas eleitorais para 2026 apontam para uma constatação preocupante: as mulheres permanecem a principal barreira eleitoral contra o bolsonarismo. A discrepância entre nossa representação numérica e política é gritante: por que, sendo a maioria, não somos prioridade?

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A resposta reside na sub-representação feminina nos espaços de decisão, refletida na manutenção do Brasil como um dos países com parlamentos mais masculinos do mundo.

Essa situação se traduz em consequências concretas: nossas demandas são frequentemente negligenciadas, nossas vidas não recebem a atenção necessária e nossas pautas permanecem no campo simbólico. É preciso ir além do discurso e da simples acolhida de vítimas após atos de violência.

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Urge investir em prevenção, segurança e, acima de tudo, em poder para as mulheres.

O primeiro trimestre de 2026 trouxe um registro alarmante: um recorde histórico de feminicídios no Brasil, evidenciando a tardia intervenção do Estado em casos de violência contra a mulher. Enquanto isso, a extrema direita demonstra compreender o nosso potencial eleitoral, oferecendo soluções simplistas e armamentistas que ressoam em uma população marcada pelo medo.

A tentativa de capturar as pautas femininas pela direita se manifesta, por exemplo, com o voto a favor de uma determinada proposta por Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Apesar dos avanços do governo Lula, como a recriação do Ministério das Mulheres e o fortalecimento de políticas sociais, a realidade exige mais. É fundamental transformar a presença simbólica em prioridade concreta, eleger mulheres comprometidas com as nossas causas para os cargos de liderança e garantir a paridade de gênero nos espaços de poder. A deputada Erika Hilton (Psol-SP) exemplifica essa luta, garantindo a aprovação da PEC do fim da escala 6×1, uma pauta central do governo Lula.

Ainda que a eleição de Lula represente um passo importante, a verdadeira transformação reside na eleição de mulheres que realmente defendam os nossos interesses. É possível que sejamos nós, mulheres, que impeçamos o avanço do fascismo. A pergunta que persiste é: o que falta para que finalmente nos ouçam?

Verônica Lima é deputada estadual pelo Rio de Janeiro, eleita em 2022 com 55.738 votos, e atualmente exerce seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde preside a Comissão Permanente de Cultura. Foi vereadora de Niterói por três mandatos consecutivos, tornando-se a primeira mulher negra eleita para o cargo na cidade.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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