Mulheres se unem em Salvador para defender territórios e soberania!
“Mulheres Vivas!” debate violência e luta por justiça.
Evento em Salvador reúne camponesas, indígenas e trabalhadoras urbanas
De 26 a 28 de março, a Escola Parque, localizada no bairro Caixa D’água em Salvador (BA), será palco da 15ª edição de um importante encontro. A iniciativa reúne mulheres camponesas, indígenas, quilombolas e trabalhadoras urbanas em um momento crucial para fortalecer a luta feminista popular.
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O evento, com o lema “Mulheres Vivas! Enfrentando as violências, defendendo o território e a soberania”, visa criar um espaço de aprendizado, troca de experiências e construção de estratégias conjuntas para combater as diversas formas de violência e garantir a proteção dos territórios.
A programação começou na manhã de quinta-feira (26) com uma mesa de análise da conjuntura, que reuniu nomes como Lucinéia Durães, militante do Partido dos Trabalhadores (PT-BA) e vice-presidente estadual, e Saiane Santos, representante da coordenação do .
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Os debates abordaram temas urgentes como a autonomia financeira das mulheres, a importância da participação feminina na política, a saúde mental e o papel da comunicação e da democracia na luta por direitos.
Além das mesas de discussão, o encontro oferece uma variedade de atividades, incluindo oficinas práticas como a confecção de velas aromáticas e turbantes, rodas de conversa e momentos dedicados ao autocuidado. Essas ações buscam promover o bem-estar e a força das participantes, fortalecendo a união e a determinação na luta por justiça e igualdade.
HistóricoO Acampamento das Mulheres do Campo e da Cidade surgiu no início dos anos 2000, impulsionado por lutadoras populares que organizaram o Acampamento Nacional de Mulheres em Brasília (DF), em defesa da igualdade de direitos. Inspiradas por essa mobilização, mulheres baianas decidiram continuar a luta, com o apoio de movimentos populares, universidades públicas, partidos de esquerda, o movimento estudantil e grupos de comunidades periféricas de Salvador.
A partir dessa iniciativa, o acampamento se tornou um marco no Março de Luta das Mulheres, consolidando-se como um espaço de ampla unidade e mobilização para fortalecer a luta feminista, antirracista, anticapitalista e popular. A iniciativa continua relevante, representando um ponto de encontro e resistência em defesa dos direitos e da vida das mulheres.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.