Manifestantes Protestam Contra a Violência Contra Mulheres em Novo Hamburgo
Na manhã de sábado, 21, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, manifestantes realizaram um ato público em apoio ao fim da violência contra mulheres e à retomada do Centro de Referência da Mulher (CRM), um serviço essencial para o acolhimento, orientação e acompanhamento de vítimas.
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A mobilização, organizada por diversos coletivos e pela bancada feminina da Câmara de Vereadores, ocorreu na Praça do Imigrante, no centro da cidade, reunindo movimentos sociais, sindicais e parlamentares gaúchos. Os participantes utilizaram cartazes e faixas, carregando 16 sapatos em alusão às 16 mulheres assassinadas no estado até então.
Durante o percurso, os manifestantes fizeram paradas para registrar os nomes das vítimas na calçada, evidenciando a gravidade da situação. O caso mais recente é o da ex-vereadora e diretora administrativa Roseli Vanda Pires Albuquerque, assassinada em Nova Prata (RS), com o principal suspeito sendo o ex-marido, envolvido em uma disputa de separação, que também foi encontrado morto.
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A mobilização se intensificou após os 11 feminicídios registrados em janeiro, incluindo o caso da hamburguense Karizele de Oliveira Sena, de 30 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro há cerca de um mês.
Detalhes do Caso Karizele de Oliveira Sena
A Polícia Civil investigou o caso, revelando que Karizele havia registrado três ocorrências contra Kelvyn Luan Tavares Nunes, 31 anos, que foi preso preventivamente. A situação reflete a complexidade do combate à violência doméstica, onde a proteção das vítimas muitas vezes enfrenta desafios e obstáculos.
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Reações e Demandas dos Participantes
Os manifestantes expressaram indignação com a falta de políticas públicas efetivas de proteção às mulheres e defenderam a criminalização da misoginia. Parlamentares presentes no ato alertaram para o avanço da violência de gênero e a necessidade urgente de políticas públicas para proteger as mulheres.
A deputada estadual suplente Ana Affonso (PT) defendeu que a misoginia seja tipificada como crime no Brasil, ressaltando a importância de combater o ódio às mulheres.
Ações Futuras e Recomendações
A comunidade local e as lideranças comunitárias exigiram medidas urgentes do poder público municipal, incluindo a criação de uma secretaria da mulher e a implementação de políticas de prevenção e atendimento às vítimas. A promotora de Justiça Roberta Fava, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), destacou a necessidade de fortalecer a rede de proteção às mulheres e garantir o acesso a serviços de apoio, como casas de acolhimento e atendimento psicológico.
