Mulheres em protesto chocante: Feminicídio dispara no Brasil! Em 2026, a luta por vidas continua. Manifestações em Brasília exigem fim da violência contra a mulher
Em 2026, o Brasil enfrenta uma realidade alarmante: uma média de cerca de 6 mulheres são vítimas de feminicídio por dia. Esse número representa um aumento de 34% em comparação com 2024, impulsionando milhares de mulheres a se manifestarem nas ruas em busca de soluções.
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O ato que ocorre no Distrito Federal, com o tema “Pela Vida das Mulheres: Basta de Feminicídio”, reúne coletivos feministas, centrais sindicais e movimentos sociais, articulando uma resposta nacional à violência de gênero.
A data do 8 de março tem suas origens nas mobilizações de trabalhadoras no início do século 20, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Na época, essas mulheres lutavam por melhores condições de trabalho, redução da jornada e, crucialmente, pelo direito ao voto.
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Ao longo do tempo, essa data se consolidou como um marco global pela igualdade de direitos, pelo enfrentamento à violência e pela ampliação da participação política das mulheres. No Brasil, o dia é marcado por atos públicos, debates e atividades culturais, demonstrando a persistência da luta por justiça e equidade.
Desde 2017, o Movimento 8 de março no Distrito Federal, liderado pela secretária da mulher, Thais Magalhães, organiza a mobilização com uma plataforma abrangente. Essa plataforma abrange o combate ao feminicídio, a defesa de políticas públicas de proteção às mulheres, a busca por equidade salarial, a garantia de creches públicas, a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, e o enfrentamento ao racismo e outras formas de preconceito.
A organização da luta é vista como essencial para garantir que as demandas das mulheres sejam ouvidas e atendidas.
Em 2025, o Brasil registrou 6.904 vítimas de feminicídio, incluindo casos consumados e tentativas, com um aumento de 34% em relação a 2024. Destes casos, 4.755 foram tentativas e 2.149 foram assassinatos, resultando em uma média de 5,89 mulheres mortas por dia.
As estatísticas, elaboradas pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), revelam que a maioria das vítimas são mulheres negras (63,6%) e têm entre 18 e 44 anos (70,5%). A grande maioria dos crimes ocorre dentro da residência da vítima, e a maioria dos agressores são companheiros ou ex-companheiros.
A Lei nº 14.994/2024 elevou o feminicídio a crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão.
O Dia Internacional de Luta das Mulheres representa a articulação de coletivos, entidades e grupos autônomos que levam suas pautas ao espaço público. Essa organização é fundamental para garantir que as demandas das mulheres sejam amplamente divulgadas e que a sociedade esteja ciente da gravidade do problema.
A luta do 8 de março é um lembrete constante da necessidade de avançar em direção a uma sociedade mais justa e igualitária, onde a violência de gênero não seja mais tolerada.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.