O Distrito Federal se prepara para celebrar o Dia Internacional da Mulher com um ato de grande mobilização neste domingo, 8 de março. O evento, que busca conscientizar sobre o fim da violência contra a mulher, especialmente o feminicídio, contará com a participação de diversas organizações e movimentos sociais.
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A concentração está marcada para as 13h na Funarte – Centro Ibero-Americano, um local que servirá também como espaço para rodas de conversa, oficinas de cartazes e apresentações culturais.
Detalhes da Marcha e Atividades
A partir das 15h30, uma marcha percorrerá o trajeto da Funarte até a Praça do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Durante a marcha, o público poderá apreciar apresentações de grupos como Martinha do Coco, Guerreiras de Batuque, além de uma performance do Levante Feminista Contra o Feminicídio e das Fanfarrilheiras.
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A organização busca promover um dia de reflexão e ação em defesa dos direitos das mulheres.
Dados e Relevância do Evento
Em 2025, o Distrito Federal registrou 28 casos de feminicídio, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Paralelamente, foram identificados mais de 11 mil casos de violência doméstica entre janeiro e junho do mesmo ano, representando um aumento de 9,4% em relação a 2024.
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A Secretaria não divulgou os números consolidados para o ano de 2025.
A secretária da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), Thaisa Magalhães, ressalta a importância da luta do 8 de março, afirmando que “a luta do 8 de março é muito significativa para todas as mulheres no mundo. Infelizmente, ter que lutar pela garantia e pela ampliação de direitos não é uma exclusividade do Brasil.
A gente luta para que um dia não precise mais lutar, mas, por enquanto, é preciso unir e organizar as mulheres em coletivos”.
Rita Andrade, integrante do Levante Feminista Contra o Feminicídio, enfatiza: “Nunca foi tão importante nós, mulheres, estarmos nas ruas nesse 8 de março. Nosso grito é pela vida, a vida com dignidade, com direitos e liberdade de todas as mulheres e meninas”.
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