Mulher de 37 anos é presa por se passar por adolescente em Joinville; entenda o caso intrigante

A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira levanta questões sobre sua verdadeira história e os crimes que cometeu. O que motivou essa farsa em Joinville?

10/06/2026 20:46

2 min

Mulher de 37 anos é presa por se passar por adolescente em Joinville; entenda o caso intrigante
(Imagem de reprodução da internet).

Mulher de 37 anos é presa por se passar por adolescente em Joinville

Uma mulher de 37 anos foi detida por se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville, Santa Catarina. O incidente, que ocorreu em agosto de 2022, também envolveu a mulher enganando guardas municipais e policiais em Jundiaí, São Paulo. Identificando-se como Ana Clara dos Santos Oliveira, nascida em dezembro de 2009, Amanda Maria Souza de Oliveira alegou ter sido vítima de exploração sexual e ter fugido de uma casa de prostituição em Fortaleza, Ceará.

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Segundo o boletim de ocorrência, Amanda afirmou que estava sendo mantida em cárcere privado por pessoas que se diziam seus pais e que, desde os seis anos, era forçada a manter relações sexuais com diversos clientes. Ela relatou ter chegado ao município com um caminhoneiro, que era seu cliente há dois anos.

Após os relatos, a mulher foi levada ao hospital para receber os primeiros socorros e, em seguida, acolhida pela rede de apoio de Jundiaí.

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Revelação da verdadeira identidade

Após ser acolhida em casas destinadas a crianças e adolescentes, a verdadeira identidade de Amanda foi descoberta. A Polícia Civil trabalhou para esclarecer a situação e confirmou que, na época, ela tinha 34 anos. A denúncia formal foi feita em junho de 2023, mas Amanda não compareceu ao processo e não contratou advogado.

A juíza Jane Rute Nalini Anderson decidiu suspender o processo por 12 meses devido à dificuldade em localizá-la.

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Investigação e desconfiança familiar

Na terça-feira (2), a mulher foi presa pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. A suspeita foi inicialmente levantada por uma parente que desconfiou da história e decidiu levar o caso às autoridades. A denúncia partiu de uma tia da mulher, que, após conversar com o pai adotivo da suspeita, decidiu procurar a polícia quando o homem, inicialmente cético, encontrou informações na internet que confirmavam suas suspeitas.

A partir das investigações, a polícia conseguiu descobrir a verdadeira identidade da mulher, que havia utilizado o nome falso de “Gabriele” e se passado por uma adolescente. Ela viveu com a família adotiva por cerca de um ano, tendo se integrado ao círculo social após relatar ter sofrido maus-tratos por parte do pai biológico.

O pastor de uma igreja local a acolheu e a apresentou à família, que confiou nela.

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Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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