Mulher de 37 anos é indiciada por se passar por adolescente e aplicar golpes em SC
Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, é indiciada por se passar por adolescente e aplicar golpes. Entenda os detalhes dessa intrigante história em Santa
Mulher de 37 anos é indiciada por se passar por adolescente para aplicar golpes
Uma mulher de 37 anos, que se fazia passar por uma adolescente de 12 anos para cometer fraudes, foi indiciada nesta sexta-feira (5) pela Polícia Civil de Santa Catarina. Os crimes atribuídos a Amanda Maria Souza de Oliveira são falsidade ideológica e estelionato.
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Ela foi detida no estado catarinense na última terça-feira (2).
O delegado Rodrigo Bueno Gusso, que lidera a investigação, informou que o caso foi enviado ao Poder Judiciário. O Ministério Público confirmou o recebimento do documento e já está analisando a situação. Agora, a Promotoria deve decidir se apresenta a denúncia contra Amanda ou se solicita mais provas à polícia.
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Defesa solicita exame de sanidade mental
O advogado Rafael Luiz Siewert, que defende Amanda, declarou que, após revisar os autos e conversar com a cliente, a defesa encontrou elementos que justificaram o pedido de um exame de sanidade mental. O juiz acolheu o requerimento e determinou a realização de uma perícia oficial para avaliar a condição psíquica da mulher.
O advogado também mencionou que aguarda os resultados da perícia técnica, que ainda não tem data definida. Neste momento, ele optou por não comentar sobre o mérito dos fatos. Em sua nota, Siewert explicou que foi nomeado defensor dativo, já que a Defensoria Pública não atua no Juízo de Garantias da Comarca de Joinville.
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Entenda o caso
A mulher foi presa na terça-feira (2) após ser acusada de estelionato e falsidade ideológica por se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville, Santa Catarina. A suspeita foi adotada por uma família, mas uma parente desconfiou da situação e levou o caso às autoridades.
A denúncia partiu de uma tia da família adotiva.
Antes de acionar a polícia, a familiar conversou com o pai adotivo da mulher, que inicialmente não acreditou na possibilidade de um golpe. No entanto, após realizar pesquisas na internet, ele descobriu a verdade. A família decidiu então informar os agentes de segurança pública, que contataram investigadores de outros estados para obter mais informações.
Como a mulher enganou a família
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher usava o nome falso de “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente. Ela viveu com a família adotiva por cerca de um ano. O caso começou quando a suspeita entrou em uma igreja em Joinville e alegou ter sofrido maus-tratos por parte do pai biológico.
O pastor a acolheu e a apresentou a uma família que frequentava os cultos, conquistando a confiança de todos.
Para manter o disfarce e justificar sua aparência adulta, ela afirmava que seus traços eram resultado de abusos na infância. As investigações revelaram que, em casa, a mulher apresentava comportamentos infantilizados, como o uso de mamadeiras e chupetas.
O delegado Rodrigo Bueno Gusso relatou que ela tinha um quarto decorado para crianças e fingia ter crises de pânico, pedindo ajuda à mãe adotiva para dormir.
Quando a família considerou matriculá-la em escolas ou formalizar a adoção, a mulher se opôs, alegando que isso poderia fazer com que seu pai biológico a encontrasse. Durante o interrogatório, a suspeita confessou os crimes. Após ser presa em flagrante, ela foi levada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.