Mudanças na PF: Coordenação das Fraudes do INSS é transferida e gera polêmica política

Mudanças na coordenação da PF sobre fraudes do INSS geram repercussão política. O que está por trás dessa troca e quais os impactos nas investigações?

16/05/2026 03:51

2 min

Mudanças na PF: Coordenação das Fraudes do INSS é transferida e gera polêmica política
(Imagem de reprodução da internet).

Mudança na Coordenação da PF sobre Fraudes do INSS

A Polícia Federal (PF) decidiu alterar a coordenação encarregada dos inquéritos relacionados às fraudes bilionárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A responsabilidade foi transferida do setor de fraudes previdenciárias para a Cinq, que é a coordenação que lida com inquéritos nos tribunais superiores.

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Os inquéritos do INSS, que começaram na Justiça Federal dos estados, foram elevados ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido a conexões com políticos que possuem foro privilegiado, e estão sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Na manhã desta sexta-feira (15), a PF se reuniu no STF e apresentou a nova coordenação. Durante essa transição, um dos delegados que atuava no caso na coordenação previdenciária, Guilherme Figueiredo Silva, foi afastado. A PF não esclareceu se a troca foi uma determinação da instituição ou um pedido do próprio delegado.

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Fontes indicam que foi o delegado quem solicitou a mudança e a remoção para Minas Gerais, seu estado natal. Os outros delegados envolvidos no caso permanecem sob a supervisão da Dicor, a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.

Reação do Senado e Implicações Políticas

Em decorrência dessas mudanças, o ex-presidente da CPMI do INSS no Congresso Nacional, senador Carlos Viana (PSD-MG), enviou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pedindo esclarecimentos formais sobre a saída do delegado.

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A oposição associa essa alteração às investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa coordenação foi responsável por solicitar a investigação e também por realizar a operação contra o empresário Mauricio Camisotti.

A proposta de investigação foi encaminhada ao STF, mas precisou retornar para ser reformulada, agora com a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O senador Carlos Viana destacou que “trocas dessa natureza, em momentos delicados da investigação, exigem explicações claras e imediatas à sociedade brasileira”.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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