Impactos das Mudanças Climáticas no Agronegócio
O agronegócio, essencial para a sobrevivência humana, poderá perder até metade das áreas de pastagem utilizadas para a criação de bois e ovelhas até 2100, devido às mudanças climáticas. No Brasil, esse setor é um dos maiores responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global.
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Essa transformação afetará mais de 100 milhões de fazendeiros e impactará a vida de até 1,6 bilhão de animais. Pesquisadores do PIK (Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Climático) revelaram que o sistema de pastoreio, que atualmente ocupa um terço da superfície terrestre, pode perder entre 30% e 50% de sua área, dependendo do cenário considerado.
Os resultados foram divulgados em uma pesquisa na revista científica PNAS.
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Desenvolvimento das Pastagens
Atualmente, as pastagens ao redor do mundo se desenvolvem em faixas de temperatura que variam de -3 a 29º C, com precipitações entre 50 e 2627 milímetros anuais, além de outros fatores como umidade e vento. Chaohui Li, autora principal do estudo, destaca que as mudanças climáticas reduzirão significativamente essas áreas, resultando em menos espaço para os animais pastarem.
Li também ressalta que as consequências serão mais severas em países que já enfrentam problemas como fome, instabilidade econômica e desigualdade de gênero. A África, por exemplo, é uma das regiões que sofrerá os maiores impactos, com uma possível redução de até 16% das pastagens em um cenário otimista, podendo chegar a 65% se a dependência de combustíveis fósseis continuar a crescer.
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Consequências para a População
Em 2026, Moçambique enfrentou uma crise severa, com mais de 120 mortes e cerca de 800 mil pessoas afetadas, segundo a ONU. A diminuição das pastagens pode levar a uma crise aguda de fome, uma vez que os rebanhos são fundamentais para a economia dessas regiões, assim como a agricultura.
