Na quinta-feira, 5 de março de 2026, a superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Recife foi palco de uma manifestação de trabalhadores rurais associados ao Movimento Sem Terra (MST). O grupo, proveniente de acampamentos localizados em municípios vizinhos como Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Pombos, reivindicava uma ação mais efetiva do governo federal para a regularização de seus assentamentos.
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Demandas e Histórico da Luta
De acordo com Poliana Souza, dirigente estadual e coordenadora regional do MST, a situação se caracteriza por moradores de terras que possuem acordos praticamente definidos com o Incra, porém, ainda enfrentam a demora na oficialização e na realização de vistorias.
Essa situação tem se prolongado desde o segundo semestre de 2025, gerando grande insatisfação entre os ocupantes. Poliana ressaltou a importância histórica dos acampamentos, que surgiram há mais de três décadas, e as dificuldades enfrentadas pelos líderes e membros do movimento, incluindo violência e marginalização.
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Acampamentos Envolvidos na Ocupação
Os acampamentos que originaram a ocupação foram o General Abreu e Lima e Luiz Gonzaga, ambos localizados em Cabo de Santo Agostinho; o acampamento São Francisco, em Vitória de Santo Antão; e os acampamentos Terra Sonhada e São João Novo, em Pombos.
A manifestação, que começou por volta das 10h, visava estabelecer um diálogo direto com Givaldo Cavalcante, superintendente regional do Incra, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
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Reunião e Compromisso de Vistorias
Apesar da presença de viaturas policiais no local, a ocupação ocorreu de forma pacífica e sem incidentes. Após uma reunião conduzida pela coordenação do MST e pelo superintendente Givaldo Cavalcante, um compromisso foi estabelecido: as vistorias nos acampamentos começariam no dia 23 de março, uma segunda-feira.
O superintendente enfatizou o papel do Incra como parceiro do movimento, reconhecendo sua importância para o fortalecimento do instituto.
Persistência na Luta
Cristiane da Silva, trabalhadora do acampamento Terra Sonhada, expressou a urgência da situação, destacando a necessidade de uma resposta concreta do Incra para que as famílias possam trabalhar com dignidade e regularizar suas terras. Poliana Souza concluiu a manifestação reafirmando o compromisso do MST com a luta por justiça social e a garantia de direitos à terra, ressaltando que a organização é fundamental para superar as desigualdades e injustiças históricas.
