Projeto Campo-Cidade revoluciona Zumbi dos Palmares! Em 2026, MST e Petrobras lançam iniciativa com foco em sustentabilidade e geração de renda em Campos dos Goytacazes
Em 16 de outubro de 2026, a Escola Estadual de Formação e Capacitação à Reforma Agrária (Esef), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), lançou o projeto Campo-Cidade no assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes, norte do estado do Rio de Janeiro.
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A iniciativa, que visa a geração de renda e a sustentabilidade, conta com a parceria da Petrobras e será implementada em três municípios da região: Macaé, São João da Barra e Campos dos Goytacazes.
O projeto Campo-Cidade se baseia em três pilares fundamentais: a geração de renda, a sustentabilidade ambiental e o respeito aos direitos humanos. A coordenadora-geral do projeto, Livea Bilheiro, destacou que a agroindústria de beneficiamento de frutas, com a produção de polpa, geleias, aipim e batata doce, será instalada no núcleo 4 do assentamento Zumbi dos Palmares.
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A expectativa é que a unidade atenda tanto os assentados locais quanto outros assentamentos da região, impulsionando a produção agroecológica e diversificando a economia local, que historicamente é focada no cultivo de cana-de-açúcar.
Além da agroindústria, o projeto prevê a construção de centros de capacitação para a geração de renda e produção agroecológica, adaptados às necessidades de cada município. Um componente importante do projeto é a criação do Memorial Cambahyba, que incluirá um portal interativo e vídeos educativos.
Este memorial homenageia o local, que foi palco de lutas recentes e antigas dos trabalhadores, incluindo a incineração de corpos de 12 militantes políticos desaparecidos durante a ditadura militar.
A deputada Marina do MST (PT) ressaltou a importância do lançamento do projeto como um marco na valorização dos 30 anos de resistência do povo do assentamento Zumbi dos Palmares, que transformaram terras antes utilizadas para o trabalho análogo à escravidão e com graves problemas ambientais.
A ocupação do assentamento, iniciada em 12 de abril de 1997, e a posterior posse da terra, em outubro do mesmo ano, representam um avanço na luta pela reforma agrária. A parceria com a Petrobras, desde 2023, marca um novo momento para o movimento social e a retomada do papel social da empresa.
O Memorial Cambahyba também homenageia o líder do MST, José Maria Rangel, que coordenou a ocupação da usina e foi assassinado em 2013. A criação do memorial é uma demanda antiga dos assentados, que surgiu em 2023 com a criação do assentamento.
A usina São João, que antes beneficiava a cana e foi abandonada na década de 1980, e o Complexo, que faliu em 1995, são testemunhas da luta pela reforma agrária e da importância da memória para a construção de um futuro mais justo e sustentável.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.