MST Expande Ocupações em Paraíba: Reforma Agrária e Denúncia Urgente!

MST invade áreas na Grande João Pessoa e Conde! 350 famílias denunciam concentração de terras e especulação imobiliária. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Ocupações do MST em João Pessoa Denunciam Concentração de Terras e Especulação Imobiliária

Na madrugada de domingo (22), cerca de 350 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizaram ocupações em áreas da Grande João Pessoa. As ações, parte da Jornada Nacional das Mulheres Sem Terra, visam pressionar por reforma agrária e denunciar a concentração de terras. As ocupações ocorreram em Gramame, na zona sul da capital paraibana, e no município do Conde, às margens da BR-101, evidenciando preocupações com a especulação imobiliária e o uso do solo na região.

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Denúncia da Concentração de Terras em Santa Rita

De acordo com a direção estadual do movimento, aproximadamente 200 famílias se instalaram em Gramame com o objetivo de expor a concentração de terras e pressionar pela destinação de fazendas em Santa Rita. Essas propriedades, que abrangem mais de 2 mil hectares, estariam sem cumprir a função social prevista na Constituição Federal. A luta central é pela assentação dessas famílias sem terra, garantindo que a terra cumpra sua função social, longe da monocultura da cana-de-açúcar e da exploração predatória.

Ocupação no Conde e a Especulação Imobiliária

Outra ocupação ocorreu no município do Conde, onde o MST denuncia o avanço da especulação imobiliária. A área, localizada às margens da BR-101, próxima ao km 80, antes ocupada por uma fábrica, tem sido palco de crescimento de empreendimentos turísticos e urbanos. A dirigente do movimento, Eva Wilma Ocupação, ressaltou que a valorização imobiliária tem transformado o uso do solo, desviando áreas de produção rural para grandes empreendimentos, elevando o preço da terra e restringindo o acesso para populações de baixa renda.

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Estratégia de Luta e Expectativas

A direção estadual do Movimento não estabeleceu um prazo para a desmobilização dos acampamentos, condicionando a permanência das famílias à luta pela desapropriação das terras e sua destinação à reforma agrária. A ocupação é vista como uma estratégia histórica para pressionar o poder público a garantir que propriedades improdutivas cumpram sua função social. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já foi notificado sobre as ações.

Aguardando o Incra e a Reforma Agrária

Segundo Eva Wilma, a orientação é resistir, permanecer na área, iniciar a produção e aguardar os encaminhamentos do Incra. A expectativa é que o órgão federal agilize as políticas de reforma agrária. Atualmente, cerca de 3 mil famílias vivem em 29 acampamentos na Paraíba, aguardando a regularização fundiária, um processo que em alguns casos ultrapassa duas décadas. A redistribuição de terras, segundo o movimento, poderia ampliar a produção de alimentos e melhorar as condições de vida no campo.

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Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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